Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/144024
Author(s): Oliveira, Cátia
Sousa, Ana Cristina
Botelho, Maria Leonor
Title: Os Santos d'Afurada: arte, devoção e comunidade: dimensão artística, devocional e antropológica
Issue Date: 2022
Abstract: This paper is a reflection on a set of ten images and a Via Sacra conceived by the sculptor Altino Maia (1911-1988), between 1955 and 1957, for the new parish church of São Pedro da Afurada (Vila Nova de Gaia). The study addresses the images in several dimensions: artistic and iconographic, including ordering processes and creation; the anthropological, detailing the community's reception and reaction to these sculptures. Nine of the images were «hidden» in cabinets for long years, removed from the eyes of the faithful, received the popular and derogatory names of «Santos Pretos» or «Santos das Rodilhas» and were even victims of aggression attempts. The sculpture of the Crucified Christ was exhibited on the apse's back wall until 2021 and the Via Sacra continues to be displayed on the north wall of the parish church of São Pedro da Afurada. Based on the documentary and visual sources of the time and the testimony of some inhabitants of Afurada, this paper intends to analyze the circumstances of commissioning and artistic creation, developing an iconographic study of the images, contextualizing them in their time and to understand these object-images (in line with Jérôme Baschet) from an anthropological perspective.
Description: O presente artigo constitui uma reflexão em torno de um conjunto de dez imagens e de uma Via-Sacra concebidas pelo escultor Altino Maia (1911-1988), entre 1955 e 1957, para a nova Igreja paroquial de São Pedro da Afurada (Vila Nova de Gaia). O estudo desenvolvido aborda as imagens em várias dimensões: artística e iconográfica, incluindo os processos de encomenda e criação; a antropológica, detalhando a receção e reação da comunidade a estas esculturas. Nove das imagens foram «escondidas» em armários durante longos anos. Arredadas dos olhares dos fiéis, receberam as populares e depreciativas designações de «Santos Pretos» ou «Santos das Rodilhas» e foram mesmo vítimas de tentativas de agressão. A escultura do Cristo Crucificado esteve exposta na parede fundeira da capela-mor até 2021 e a Via-Sacra continua a ser exibida na parede norte da Igreja paroquial de São Pedro da Afurada. Partindo das fontes documentais e visuais da época e do testemunho de alguns habitantes da Afurada, pretende-se, com este artigo, analisar as circunstâncias da encomenda e da criação artística, proceder a um estudo iconográfico das imagens, contextualizando-as no seu tempo e entender estas imagens-objeto (na linha de Jérôme Baschet) numa perspetiva antropológica.
Subject: Humanidades
Humanities
DOI: 10.21747/2182-1097/14a14
URI: https://hdl.handle.net/10216/144024
Document Type: Artigo em Revista Científica Nacional
Rights: openAccess
Appears in Collections:FLUP - Artigo em Revista Científica Nacional

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