Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/142224
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dc.creatorCátia Moreira de Carvalho
dc.date.accessioned2025-11-08T16:25:07Z-
dc.date.available2025-11-08T16:25:07Z-
dc.date.issued2022-07-21
dc.date.submitted2022-07-26
dc.identifier.othersigarra:569853
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/142224-
dc.descriptionCerca de 40,000 combatentes estrangeiros juntaram-se a organizações terroristas na Síria e no Iraque. Contudo, apenas 6 cidadãos portugueses, radicalizados em Inglaterra, contribuíram para este número, o que leva a duas questões: porque Portugal nunca teve nenhum caso de radicalização violenta de terrorismo Islamista em território nacional? E o que pode ser feito para promover a desradicalização de combatentes estrangeiros? Esta tese propõe 4 estudos: 1 scoping review e 3 estudos empíricos. A scoping review pretende descrever estratégias que podem ser implementadas para promover a desradicalização. O segundo, estudo qualitativo, analisa o processo de radicalização dos combatentes estrangeiros portugueses. Alguns dos fatores de risco da radicalização são baixa integração e discriminação contra muçulmanos. Então, o terceiro propõe uma análise qualitativa ao processo de integração da comunidade muçulmana em Portugal e analisa as medidas ativas implementadas pela comunidade para prevenir a radicalização. O quarto, um estudo quantitativo, analisa as atitudes da comunidade de acolhimento face aos muçulmanos em Portugal e em Inglaterra, para perceber o processo de aculturação nos dois países e compreender o contexto em que os portugueses se radicalizaram. Os resultados mostram que os programas de desradicalização não têm abordagens baseadas na evidência nem avaliação de resultados, significando que é difícil saber o que funciona. Adicionalmente, o processo de radicalização dos portugueses pode ser explicado pela teoria 3Ns: redes sociais, narrativas e necessidades, num contexto onde a sociedade inglesa parece ter atitudes mais negativas em termos de aculturação face aos muçulmanos. Por outro lado, os portugueses não-muçulmanos parecem ter atitudes mais positivas para a comunidade muçulmana, que implementa medidas para promover integração e prevenir radicalização, explicadas pela teoria do controlo social. Os resultados contribuem para parcialmente explicar a ausência de extremismo violento em Portugal e oferecem reflexões sobre medidas que podem ser implementadas para promover prevenção da radicalização e desradicalização. Para investigação futura, é necessário estudar o impacto de políticas de integração e contra-radicalização em Portugal e relacionar com os resultados.
dc.language.isoeng
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleThe other side of the coin: contributions for preventing and countering Islamist radicalisation
dc.typeTese
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/wrq4-gs78
dc.identifier.tid101552009
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplinePrograma Doutoral em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level2
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