Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/139501
Author(s): Mafalda Filipa Alves Ribeiro
Title: Quem tem medo das cores? Confluências entre cor e arquitectura
Issue Date: 2021-12-16
Abstract: Nowadays, it is common for contemporary architects to use "white", an achromatic choice as a solution for both the exterior and interior of spaces. The Modern Movement, in architecture, adopted white, perhaps out of sobriety or simple formal purity4. White presents the highest value of light and clarity, an essential aspect in architecture and space, with the particularity of varying its tones according to the time of day and the intensity of light that falls at the moment: it is "the emblem of perpetual movement" according to Rem Koolhaas5. But isn't it the same with all the other colours, primary and secondary, and aren't these phenomena what make space a unique experience? Colour does not exist without light and the various shades emerge with the contribution of light. But what is the justification for discarding colour in architecture? Couldn't colour be "the flavour of architecture"6? Colour brings another life and another way of feeling the space and the works, so we believe it is necessary to understand the confluence that exists to make colour a more current reality, not forgetting its use by some exceptional architects. In general, architects seem to show "fear" for escaping from the rule, for risking something exceptional: colour ends up being a composition that "represents nothing", but which expressively intensifies, giving forms their own expression by disseminating a desire, several senses and sensations. There are several questions related to colour and its experience in everyday life, in public space or in buildings, which we can ask, and it is these, among others, which we intend to answer as a possible conclusion in the development of this dissertation. After all, what is the role of colour? The function of colours?
Description: Hoje em dia, é comum a utilização do "branco" pelos arquitetos contemporâneos, escolha acromática como solução tanto exterior como interior dos espaços. O Movimento Moderno, na arquitetura, adoptou o branco, talvez por sobriedade ou pela simples pureza formal1. O branco apresenta o valor mais alto da luz e claridade, aspeto essencial na arquitetura e no espaço, tendo a particularidade de variar os seus tons consoante a hora do dia e a intensidade de luz que incide no momento: é "o emblema do perpétuo movimento" segundo Rem Koolhaas2. Mas, não acontece o mesmo com todas as restantes cores, primárias e secundárias, e não são estes fenómenos que tornam o espaço uma experiência singular? A cor não existe sem luz e os vários tons surgem com a contribuição da mesma. Mas qual a justificação para o descartar da cor na arquitetura? Não poderá ser a cor "o sabor da arquitetura"3? A cor traz outra vida e outro modo de sentir o espaço e as obras, por isso, julgamos que é necessário entender a confluência que existe para tornar a cor numa realidade mais actual, não esquecendo o seu uso por alguns arquitetos de excepção. Na generalidade, os arquitetos parecem demonstrar "medo" por fugir à regra, por arriscarem algo excepcional: a cor acaba por ser uma composição que "nada representa", mas que intensifica expressivamente, atribuindo às formas uma expressão própria ao disseminar um desejo, diversos sentidos e sensações. São várias as questões relativas à cor e à sua vivência no quotidiano, no espaço público ou no edificado, que podemos colocar, e são estas, entre outras, a que se pretende dar resposta como conclusão possível no desenvolvimento da dissertação. Afinal, qual o papel da cor? A função das cores?
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
DOI: 10.34626/y0cd-g679
TID identifier: 202895327
URI: https://hdl.handle.net/10216/139501
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

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