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https://hdl.handle.net/10216/139244| Author(s): | Sónia Andreia da Silva Lamela |
| Title: | Granted Informality in Introverted Archipelagos - Everyday Urbanism in the Global South |
| Issue Date: | 2021-11-17 |
| Abstract: | Informality has been, in the past decades, an overused concept manoeuvred by technocratic and hegemonic Global North discourses, a manipulated cliché consistently paired with underdeveloped countries, poverty, illegality and excluded social groups. However, informal processes are far from being so homogeneous and redundant. In a world invaded by an enraged urbanisation pace, where globality is in place, there is a strong need for dislocating the centre of urban debate, engaging with emergent Global South studies for a locally excavated theory. With the spread of the global, potentiating anonymity, impersonality and generic phenomena, arises the necessity to fortify cultural, religious and ethical links for social integration, sense of belonging and placemaking. As an architect engaged in this transdisciplinary debate, the study aims to excavate how can informal everyday public spaces promote a liveable, equitable and healthy arena for a transnational Middle Eastern society, such as the Kingdom of Bahrain. There are generic and global objectives within the urban theory legacy, as well as intentions directly linked to the public life studies. Besides, the research aims to understand the continuous spread and success of informal spaces and their rich liveability when compared with formal ones; the social mixing and segregation; the privileged activities and their spatial arrangement; and also to be able to inform new design strategies social and culturally adapted. Using a pertinent sample that represents Bahraini informal reality, four case studies were selected and dissected - Karbabad, Malkiya, Bussaiteen and Manama, through a qualitative approach uphold by interviews, public surveys, mield observations, photo report, dérives, archival research, etc. Also, formal spaces and some "vignettes" were addressed for a holistic comparison and comprehension. Findings show that informality in Bahrain is legal, permitted, granted and sponsored by the State, yet invisibly controlled and surveilled. It is not a system associated only to the poor but reaches all the society apart from the social elites segregated in high quality, walled, private and secured green ghettos. Furthermore, the study disclosed two categories of informal spaces - the micro-spaces, embedded in the residential neighbourhoods (like the outdoor majlis), and the macro-spaces, labeled as "all-in-one" (commercial, recreational, social activities), in rather large, mlexible and movable structures in expectant reclaimed areas in the seafront of massive masterplans and in some leftovers in the hinterland interstices. Moreover, it revealed that spaces were built by the population for the population in a "DIY" attitude exposing the social segregation in some settings. Remarkably, it is of the upmost importance and urgency that architects acknowledge that public space is socially constructed and its domain and expertise is shared by many disciplines; that morphology alone cannot produce socially acceptable, equitable and accessible environments; and that informal spaces mindings can inform the provision of new public spaces by disassembling ready-made western designs towards a cultural adapted spatiality. |
| Description: | A Informalidade vem representando, nas últimas décadas, um conceito excessivamente usado e manobrado pelos discursos tecnocráticos e hegenómicos do Norte Global, sob um cliché constantemente manipulado e conotado com países subdesenvolvidos, pobreza, ilegalidade e grupos sociais excluídos. Contudo, os processos informais estão longe de ser tão homogéneos e redundantes. Num mundo invadido por uma urbanização que galopa desenfreadamente e em que a globalização reina, este estudo vem expor a necessidade de uma profunda mudança de paradigma, que desloque o centro do debate urbano para uma interacção com os estudos emergentes do Sul Global concebendo uma teoria escavada localmente. Na verdade, com a explosão do global, potenciando anonimato, impersonalidade e fenómenos genéricos, mloresce a necessidade de fortimicar elos culturais, religiosos e étnicos para promover a integração social, o sentido de pertença e a real e intrínseca criação de lugares, na orientação 'placemaking' . Como arquitecta envolvida neste debate transdisciplinar, o estudo pretende escavar o modo como os lugares públicos do quotidiano informal promovem uma arena habitável, igualitária e sustentável para uma sociedade transnacional do Médio Oriente, em particular a do Reino do Barém. Seguem-se objectivos especímicos e gerais dentro do legado da teoria urbanística, assim como intenções directamente relacionadas com os estudos da vida pública. Para além disso, a pesquisa pretende compreender a contínua explosão e o sucesso dos espaços informais bem como a sua rica vivência quando comparados com os formais; e ainda ser capaz de conceber novas estratégias de design, social e culturalmente adaptadas. Usou-se uma amostra pertinente representativa da realidade informal do Barém, quatro casos de estudo seleccionados e dissecados - Karbabad, Malkiya, Bussaiteen e Manama, através de uma abordagem qualitativa sustentada por entrevistas, inquéritos públicos, reportagem fotográmica, 'dérives', pesquisa de arquivos, etc. Também foram apresentados espaços formais e 'vignettes' visando uma comparação e compreensão holística. Os resultados mostram que a informalidade no Barém é legal, permitida, assegurada e patrocinada pelo Estado, embora invisivelmente controlada e supervisionada. Não conmigura um sistema apenas utilizado pelos pobres, pois atinge toda a sociedade, à excepção das elites sociais segregadas em guetos verdes de elevada qualidade, murados, privados e seguros. O estudo expôs ainda duas categorias de espaços informais - os micro- espaços, implantados em bairros residenciais ( como "majlis" exteriores), e os macro- espaços, rotulados 'all-in-one' (actividades comerciais, recreacionais e sociais), em estruturas grandes, mlexíveis e movíveis, instaladas em áreas marítimas conquistadas ao mar para extensos "masterplans", ou nos interstícios interiores. Também revelou que os espaços foram construídos pela população para a população numa atitude "DIY" revelando segregação social em alguns lugares. Destaque-se que é de enorme interesse e urgência que os arquitectos incorporem a ideia de que o espaço público é resultado de uma construção social e que o seu conhecimento e domínio são partilhados por muitas disciplinas; que a morfologia por si só não consegue produzir ambientes socialmente aceitáveis, igualitários e acessíveis; e que os resultados obtidos através dos espaços informais podem dar forma à provisão de novos espaços públicos substituindo os padronizados designs ocidentais por uma espacialidade adaptada culturalmente. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| DOI: | 10.34626/hmrt-g432 |
| TID identifier: | 101309180 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/139244 |
| Document Type: | Tese |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Tese |
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| 525780.pdf | Granted Informality in Introverted Archipelagos - Everyday Urbanism in the Global South | 384.77 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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