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https://hdl.handle.net/10216/137074| Author(s): | Marta Sofia Lopes Regadas |
| Title: | Habitar a Rua: O efémero - Apropriação de outros espaços do esquecimento |
| Issue Date: | 2021-07-07 |
| Abstract: | This dissertation aims to research an urban phenomenon: a type of urbanistic appropriation carried out by groups of citizens experiencing homelessness. According to the National Statistical Institute of Portugal (INE), someone is considered to be experiencing homelessness when, in the moment of the census, they are found to be "living in the street or other public space, such as gardens, underground stations, bus stops, bridges, flyovers and arcades, among others, or forced to spend most hours of the day in a public space, despite sleeping at a shelter". In the city of Porto, there are currently 286 people recorded as experiencing homeless. These are people struggling for survival, deprived of their right to housing. The city is fraught with emptiness, spaces belonging to nobody, from public areas to private buildings, and these have been progressively appropriated by those without access to a permanent personal place. The aim here is then to shine a light on this peculiar form of inhabiting a city, on these people's lives and their ephemeral appropriations. The dissertation takes as its point of departure a reflection on the present social role of the architect, seeking simultaneously to bridge multidisciplinary knowledge, and posing collaborative work as a means of raising awareness and carrying out direct intervention. At its heart is a critical questioning about this alternative practice to housing policies, which has seen an escalation in the last decade. This demands a research into the invisibility linked with the condition of homelessness, and how this difficulty casts doubt over the possibility of a solution. More than aiming to solve such a complex issue, a contribution is sought to be offered by amplifying the voices of those who are so seldom heard. This can only be achieved by acknowledging the vulnerability of these communities, and demystifying the stigma around those who live in the street - from the erroneous association with criminality to the fallacy of a "purported choice". |
| Description: | A presente dissertação propõe-se a investigar um fenómeno urbano: o tipo de apropriação urbanística por grupo de cidadãos na condição de sem-abrigo. Para o Instituto Nacional de Estatística, uma pessoa na condição de sem-abrigo tem de se encontrar no momento censitário "a viver na rua ou outro espaço público como jardins, estações de metro, paragens de autocarro, pontes e viadutos, arcadas de edifícios, entre outros, ou [é] aquela que, apesar de pernoitar num centro de abrigo nocturno é forçada a passar várias horas do dia num local público." Na cidade do Porto, encontram-se atualmente 286 pessoas a viver na rua: pessoas em modo de sobrevivência, sem direito à habitação. Numa cidade repleta de vazios e espaços de ninguém, há, contudo, quem se aproprie destes lugares - desde espaços públicos a edifícios - privados. São pessoas sem acesso a um lugar pessoal permanente, a quem se procura aqui dar visibilidade: à sua forma peculiar de habitar a cidade, à experiência do seu dia-a-dia, às suas apropriações efémeras. A dissertação toma como ponto de partida uma reflexão sobre o papel social do arquiteto nos dias de hoje, no que se pretende uma abordagem em ligação com outros agentes multidisciplinares, postulando o trabalho colaborativo como um meio de consciencializar e intervir. No seu centro, está um questionamento crítico sobre esta esta prática alternativa às políticas habitacionais, que tem vivido um crescimento intensificado na última década. Isto exige uma investigação sobre a invisibilidade associada à condição de sem-abrigo, e sobre como a persistência desta dificuldade instala dúvidas sobre a própria possibilidade de uma solução. Mais do que tentar consertar o problema, procura-se aqui colocar um holofote sobre ele, concedendo uma voz a quem tão raras vezes é ouvido. Reconhecendo a fragilidade destas comunidades, procurar-se-á desmistificar o estigma associado às pessoas que vivem na rua: desde o julgamento popular, com a errada associação à criminalidade, até à falácia de uma suposta escolha voluntária. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| DOI: | 10.34626/ga38-eq86 |
| TID identifier: | 202783049 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/137074 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Dissertação |
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| 509600.pdf | Habitar a Rua. O efémero - Apropriação de outros espaços do esquecimento | 93.33 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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