Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/135177
Author(s): Guerreiro, Filipa de Castro
Title: Colónias Agrícolas Portuguesas construídas pela Junta de Colonização Interna entre 1936 e 1960. A casa, o assentamento, o território
Issue Date: 2016-11-23
Abstract: The seven agricultural colonies built by the Internal Colonization Board (ICB) in continental Portugal between 1936 and 1960 are the subject of the research. Noting that there is, from a disciplinary architectural point of view, a widespread ignorance of the existence of ICB's agricultural colonies; that among the several colonies and even within each colony there is a diversity of models of territorial structuring, settlement framing and expressions of building architecture, which contradicts the artificially established vision on the work of the public organisms of the New State; and that, by visiting the seven colonies, one can sense the existence of principles and spatial devices which enable the recognition of an identity and a mutual territorial legibility; it is proposed: - the identification of the seven agricultural colonies, for which cartography, to territorial scale, thus far inexistent, was elaborated, identifying the extent of the agricultural land of each nucleus and the implementation of the settlement; the drawings of the settlements, referencing all the buildings (with date and authors indicated); and the survey of the buildings of agricultural couples; - the contextualization of the shaping and objectives of the ICB, enlisting its action in the debate on land reform, initiated in the mid-19th century. The analysis of ICB's activity, through their projects and achievements and its relationship with the legal framework in which they fell, as well as the social and political contexts on which the ICB exerted influence; - the interpretation of the diversity of conformations mentioned above from the fact that the constitution and configuration of the agricultural colonies do not correspond to a single, punctual and closed project, but instead a result of a long process which encompasses various visions and programs that emerged from the various stages of formation and maturation of the ICB itself. In this sense we circumscribe four key moments of the construction process of the agricultural colonies of ICB. For each moment, we place a hypothesis of reconstruction of the context and objectives of the order, and analyze, in each scale - territory, settlement and house -, premises, programs, dimensioning, principles of composition, references, influences and similarities of themes. This analysis allows us to, among other, understand the existence of different architectural order constraints, arising from changes in the economic and socio-political context; of variations in training of technical teams; and occasionally of space for an individual contribution on the part of technicians. It allows us also to affirm that for most of the construction of agricultural colonies of the ICB, their projects reflect the themes of the architectural debate of its period. Themes with which the architects of the ICB also struggled with, and in some ways, even if they have not had dimension, dissemination and visibility to be a model, example or reference, were precursors; - the measuring principles, strategies and constructed elements that introduce legibility in the colonies and that allow the recognition of a common identity. The questioning of the inscription of this set of interventions in the culture of Portuguese urban spaces and its possible contribution to the development of projects of agricultural colonization of Angola and Mozambique, undertaken between 1950 and 1960. Studying the agricultural colonies of ICB was for us, first of all, a project exercise in architecture, for which we use our usual tools, in particular the drawing
Description: A investigação tem como objecto as sete colónias agrícolas construídas pela Junta de Colonização Interna em Portugal continental entre 1936 e 1960. Partindo da constatação de que há, do ponto de vista disciplinar da arquitectura, um desconhecimento generalizado da existência das colónias agrícolas da JCI; de que entre as várias colónias e mesmo dentro de cada colónia existe uma diversidade de modelos de estruturação do território, de conformação dos assentamentos e de expressões arquitectónicas dos edifícios, facto que contraria a visão artificialmente estabilizada sobre o trabalho dos organismos públicos do Estado Novo; e de que visitando as sete colónias se pressente a existência de princípios e dispositivos espaciais que permitem o reconhecimento de uma identidade e de uma legibilidade territorial comum; propõe-se: - a identificação das sete colónias agrícolas, para a qual foi elaborada cartografia, até agora inexistente, à escala do território, identificando a extensão dos terrenos agrícolas de cada núcleo e a implantação do assentamento; o desenho dos assentamentos, referenciando todos os edifícios construídos (com indicação de datas e autorias); e o levantamento dos edifícios dos casais agrícolas; - a contextualização da formação e objectivos da JCI, inscrevendo a sua acção no debate sobre a reforma agrária iniciado em meados do século XIX. A análise da actividade da JCI, percorrendo os seus projectos e realizações e a sua relação com o quadro legal em que estes se enquadravam assim como os contextos sociais e políticos que sobre a JCI exerceram influência; - a interpretação da diversidade de conformações acima referida a partir do facto da constituição e configuração das colónias agrícolas não corresponder a um projecto único, pontual e fechado, mas antes ser consequência de um processo longo que engloba diversas visões e programas que emergiram das várias fases de formação e amadurecimento da própria JCI. Neste sentido, circunscrevemos quatro momentos chave do processo de construção das colónias agrícolas da JCI. Para cada momento colocamos uma hipótese de reconstituição do contexto e objectivos da encomenda, e analisamos, em cada escala - território, assentamento e casa -, premissas, programas, dimensionamentos, princípios de composição, referências, influências e convergências de temas. Esta análise permite-nos, entre outros aspectos, compreender a existência de diferentes condicionamentos da encomenda de arquitectura, decorrentes de alterações do contexto económico e sociopolítico; de variações na formação das equipas técnicas; e ocasionalmente de espaço para um contributo individual por parte dos técnicos intervenientes. Permite-nos também afirmar que em grande parte do percurso de construção das colónias agrícolas da JCI, os seus projectos espelham os temas do debate arquitectónico do seu período. Temas com os quais os arquitectos da JCI também se debateram, e nalguns aspectos, ainda que não tenham tido dimensão, divulgação e visibilidade para serem modelo, exemplo ou referência, foram precursores; - a aferição dos princípios, estratégias e elementos construídos que introduzem legibilidade nas colónias e permitem o reconhecimento de uma identidade comum. O questionamento da inscrição deste conjunto de intervenções na cultura dos espaços urbanos portugueses e o seu possível contributo para o desenvolvimento dos projectos de colonização agrícola de Angola e Moçambique, levados a cabo na década de 1950 e 1960. Estudar as colónias agrícolas da JCI constituiu para nós, antes de mais um exercício de projecto arquitectónico, par
URI: https://hdl.handle.net/10216/135177
Document Type: Trabalho Académico
Rights: openAccess
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