Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/134766
Author(s): Kelly da Silva Alves
Title: Envelhecimento e docência: percepções de docentes da educação de infância e ensinos básico e secundário
Issue Date: 2021-07-12
Description: O envelhecimento populacional - uma realidade do século XXI - atinge diversas esferas, nomeadamente as relações de trabalho. Em muitos países, a extensão da idade da aposentadoria ocasiona uma classe trabalhadora mais envelhecida, como é o caso dos professores. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo 'identificar as percepções de docentes dos diversos níveis de ensino sobre a relação de envelhecer e trabalhar e suas condições (positivas e negativas)'. Teoricamente, o estudo é enquadrado por abordagens relativas às transformações ligadas à profissionalidade docente e ao envelhecimento na docência. Empiricamente, desenvolveu-se um estudo misto com estratégia de triangulação concomitante. Foram recolhidos dados por meio de grupos de discussão focalizada, entrevistas semiestruturadas individuais e questionário, envolvendo professores da Educação de Infância ao Ensino Secundário e com idades de 55 anos ou mais. Foram realizadas análises temáticas de conteúdo e análise estatística. Os resultados indicam que os professores encaram o envelhecimento como uma mais-valia, enquanto expressão de mais experiência e amadurecimento, mas que simultaneamente demonstram preocupação quanto à qualidade do trabalho que podem ou poderão vir a realizar devido a limites físicos e cognitivos que vivenciam. A perda de capacidade física, o hiato geracional entre eles e os alunos, mas também as mudanças educativas são apontadas como dificuldades. Os professores sentem-se em geral fortemente vinculados à profissão, mas receiam perder a imagem positiva que eles próprios e os outros têm de si (mesmos) como professores devido às dificuldades. Registam-se diferenças significativas nestas posturas em função dos níveis de ensino, do gênero, do nível socioeconômico e do estado de saúde. As diferenças em função dos níveis de ensino parecem decorrer das profissionalidades específicas a cada um. São os professores do ensino básico que trabalham com alunos mais novos que reportam mais dificuldades. O trabalho colaborativo e o uso das TIC, em geral, permitem gerir os efeitos negativos do envelhecimento e suprir dificuldades vividas. Os resultados indicam ainda que os professores vivem um equilíbrio difícil entre o que os liga à profissão e a necessidade de uma outra gestão do tempo e da vida pessoal.
Subject: Ciências da educação
Educational sciences
Scientific areas: Ciências sociais::Ciências da educação
Social sciences::Educational sciences
DOI: 10.34626/3zaf-df61
TID identifier: 101568932
URI: https://hdl.handle.net/10216/134766
Document Type: Tese
Rights: restrictedAccess
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