Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/133531
Author(s): Beatriz Vieira Freitas
Title: O ato. Experiência do real - ilhas
Issue Date: 2020-12-14
Abstract: In this dissertation, we develop a continuous experience about the constructions of the anonymous, which leads to an approach to fragile architectures in a dimension that is both human and tactile. These architectures without architects are important to us, not as nostalgic ideas from the past, but rather as a way of refecting about men´s universal problems. Thinking about the past, the present and the future, the simplicity and lightness of these constructions create the opportunity to escape rigid meanings, giving a sense of a more tactile experience. Drawn like a constellation of questions that arise from these anonymous 'anxieties and concerns, we recognize in these territories, far from contamination, an opportunity to see, and later enunciate. The islands materialize as one of those isolated territories where one can fnd these fragile, spontaneous and man-made architectures. When we mention fragile, we speak of elements, materials, systems and events that are symbols of a people´s culture and identity. Through a previous recognition of a particular Island (Madeira Island), we were able to identify similarities with other 'Islands' (in the city of Porto). From the insular condition that the term island entails, there is a fragile in both situations, that is simultaneously vernacular, primitive and popular. Starting from that fragile side, that is progressively disappearing and devaluating, the revival of those ways of doing wants to be a manifesto of architecture as a background for a freedom of events. In this sense, the 'Islands' of Porto are identifed as potential 'materials', provocative manifestations of that doing, that is inherent to the architect. Starting from a fragment of the city of Porto, which we named operational unit, we were able to get closer to a series of 'islands' in which the 'Island' of the Grandparents is situated. Inserted in a progressively abandoned territory, there is a need to create a development project, based on urban requalifcation, that aims to valorize the territory, the architecture and the inhabitants. We believe that the wake-up gesture proposed in this space can provoke and develop other conditions that contribute to the improvement of the quality of life in this territory, with repercussions in other territories. It was precisely in this act of doing and drawing that we found the mediation point between theory and practice. Based on this 'ideology', we chose to build a practical case, exploring the idea of an architecture laboratory. In this place, as with architectures without architects, there is a space to test, rehearse, (re) draw and conjecture an open system, in order to (re) invent the city.
Description: Nesta dissertação, abordamos uma experiência continuada sobre as construções do anónimo, que nos permitiu uma aproximação a arquiteturas frágeis numa dimensão humana e táctil do real. Estas arquiteturas sem arquitetos importam-nos, não como nostalgia do passado, mas antes como uma forma de refetir sobre os problemas universais do humano. Na interioridade de um tempo associativo passado, presente e futuro, a simplicidade e leveza destas construções, cria a possibilidade da fuga a signifcados rígidos, indo de encontro a uma perceção que se quer táctil. Num desenho que se poderia assemelhar a uma constelação de inquietações que nascem destes anónimos, reconhecemos nos territórios, longe da contaminação, uma oportunidade de ver, para mais tarde enunciar. As ilhas surgem como um desses territórios isolados onde é possível encontrarmos essas arquiteturas frágeis, espontâneas e leves, feitas à dimensão do humano. Falamos de frágeis que são elementos, matérias, sistemas e acontecimentos, símbolos do vínculo à cultura de um povo, e da sua identidade. Através de um reconhecimento prévio da especifcidade de uma Ilha (a Ilha da Madeira), encontraram-se similitudes com outras 'Ilhas' (na cidade do Porto). Da condição insular a que o termo ilha conduz, em ambas existe um frágil que é, simultaneamente, vernacular, primitivo e popular. Partindo desse lado frágil em progressivo desaparecimento e desvalorização, o reanimar desses modos de fazer quer ser um alerta, um manifesto que vê a arquitetura como espaço de fundo de uma liberdade de acontecimentos. Neste sentido, as 'Ilhas' do Porto são convocadas como 'materiais' potenciais, provocadores desse fazer, inerente ao 'eu' arquiteto. Partindo de um fragmento da cidade do Porto, denominada unidade operacional, conseguimos chegar mais perto de uma série de 'ilhas' na qual se insere a 'Ilha' dos Avós. Inserida num território expectante em progressivo abandono, aí surge a necessidade de apontar caminhos para a construção de um projeto de desenvolvimento, de requalifcação urbana que visa a valorização simultânea dos habitantes, da arquitetura e do território. Acreditamos que o gesto-despertador que se propõe nesse espaço possa provocar e fazer evoluir outras condições que contribuam para a melhoria da qualidade de vida neste território, repercutindo-se esta ação noutros territórios. Foi precisamente no ato do fazer e do desenhar que encontrámos o ponto de mediação entre a teoria e a prática. Tendo por base esta 'ideologia', optámos pela construção de um praticável, na ideia de um laboratório aplicado ao campo da arquitetura. Neste lugar, assim como acontece nas arquiteturas sem arquitetos, existe um espaço para testar, ensaiar, (re)desenhar e especular um sistema aberto, para com isso podermos (re)inventar a cidade.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
DOI: 10.34626/a4cc-3z58
TID identifier: 202706648
URI: https://hdl.handle.net/10216/133531
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
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