Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/130599
Author(s): Marinho, Maria de Fátima
Title: De Agustina a Saramago ou a Arte de transgredir os clássicos
Issue Date: 2020-12
Abstract: In this short essay, I tried to reflect on the presence of the classics in contemporary Portuguese literature, choosing two important names from our modernity: Agustina and Saramago. Although the processes used are dissimilar, the fact is that it is not very difficult to find the common matrix and it is nonetheless attractive to detect the subtlety and the transparency of the statements. If Saramago is completely explicit, in Agustina there are more complex ways of signifying the eternal return of ghosts, no longer individual ones, but collective, meaning the constant relationships established to construct a well-defined strategy of explaining the present, using a sharp irony and a parody concealed under the cover of the most elementary explanation. The characters are like actors of a changing world; in Ordens Menores they are identified with those of ancient times representing the mask and the simulacrum of the present; in A Caverna we assist to the presentation of a universe that hyperbolically accentuates the characteristics of a present that destroys the individual initiative.
Description: Neste pequeno ensaio, tentei refletir sobre a presença dos clássicos na literatura portuguesa contemporânea, escolhendo dois grandes nomes da nossa modernidade romanesca: Agustina e Saramago. Embora os processos utilizados sejam dissemelhantes, a verdade é que não é muito difícil encontrar a matriz comum e não deixa de ser aliciante detetar a subtileza de inserção ou a clareza da afirmação. Se Saramago é completamente explícito, Agustina, embora o sendo também, encontra modos mais complexos de significar o eterno retorno dos fantasmas, não já individuais como em outros romances e em inúmeras obras de outros autores, mas coletivos, isto é, as constantes relações estabelecidas prendem-se com uma estratégia bem definida de explicação do presente, recorrendo a uma ironia e a uma paródia acutilantes, dissimuladas sob a capa da mais elementar explanação. Atores de um mundo em transformação, as personagens de Ordens Menores são identificadas com as figuras de um outro tempo, máscara e simulacro do atual; em A Caverna não há uma relação tão evidente entre as atitudes, gestos e decisões dos protagonistas, há sim a apresentação de um universo que acentua hiperbolicamente as características de um presente destruidor das capacidades de iniciativa e de afirmação individuais.
Subject: Literatura
Literature
URI: https://hdl.handle.net/10216/130599
Document Type: Artigo em Revista Científica Internacional
Rights: openAccess
Appears in Collections:FLUP - Artigo em Revista Científica Internacional

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