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https://hdl.handle.net/10216/128458| Author(s): | Hennion, Antoine |
| Contributor(s): | Brandão. Marcílio Dantas Marques, Kadma Guerra, Paula |
| Title: | Tocar, interpretar, escutar: praticar a música ou fazê-la agir? |
| Issue Date: | 2019 |
| Abstract: | In this article, Antoine Hennion masterfully takes up the questions of sociological mediation. Drawing on the particularities of music, he argues that it provides a model of approach to works of art that proceeds in a double feature: on the one hand, music is the object of a necessary performance of the work; but on the other, music is assumed to be an active performance by those who appreciate it (amateurs) in the broad sense. To exist, a musical work must be performed and (re)lived. Going further, Hennion defends that reading music is not the same as reading a novel and has even less to do with the idea of reading a painting. Not to mention the need for an interpreter or orchestra to interpose between the average listener and the musical score. Even in the case of mental reading, the operation is very different: "reading" music supposes that we perform it in our head, that we are its own performer, which requires highly trained action, competence and skill, immeasurable with the mere reading of a written work, a competence that - in contrary - is ordinary and transparent. We are no longer faced with a dual opposition between work and reception, but enveloped in overlapping layers of presence, passages that make the event denser and intensify things obliquely. |
| Description: | Neste artigo, Antoine Hennion retoma de forma magistral as questões da mediação sociológica. Socorrendo-se das particularidades da música, defende que esta fornece um modelo de abordagem das obras de arte que funciona numa dupla entrada: de um lado, a música é objeto de uma performance necessária da obra; mas do outro, a música assumese como uma performance ativa de quem a aprecia (amador) no amplo sentido. Para existir, uma obra musical deve ser executada e (re)vivida. Indo mais além, Hennion argumenta que ler música não é a mesma coisa que ler um romance e tem ainda menos a ver com a ideia de ler um quadro. Sem falar na necessidade de interposição de um intérprete ou de uma orquestra entre o ouvinte comum e a partitura. Mesmo no caso de uma leitura mental, a operação é muito diferente: "ler" música supõe que a executemos na cabeça, que sejamos seu próprio intérprete, o que demanda uma ação, uma competência e uma habilidade altamente treinadas, de modo incomensurável à simples leitura de uma obra escrita, uma competência que - do contrário - é ordinária e transparente. Não estamos mais diante de uma oposição dual entre obra e recepção, mas envoltos em camadas superpostas de presença, passagens que tornam mais denso o acontecimento e intensificam as coisas de forma oblíqua. |
| Subject: | Ciências Sociais Social sciences |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/128458 |
| Document Type: | Artigo em Revista Científica Internacional |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FLUP - Artigo em Revista Científica Internacional |
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