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https://hdl.handle.net/10216/127852Registo completo
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.other | Jorge, Vitor Oliveira | |
| dc.date.accessioned | 2022-09-11T21:41:43Z | - |
| dc.date.available | 2022-09-11T21:41:43Z | - |
| dc.date.issued | 2020 | |
| dc.identifier.isbn | 978-989-8970-23-7 | |
| dc.identifier.other | sigarra:400666 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/10216/127852 | - |
| dc.description | Qual a relação entre fazer, aprender, transmitir, construir, criar, memorializar e compreender quando essas atividades são colocadas em relação umas com as outras, e todas com a ação humana em geral, imersa no mundo? Que aprendemos, sobre os «modos de fazer» e a sua repercussão ao nível do sujeito individual ou do coletivo social, quando, em vez de os considerarmos estanques, os articulamos uns com os outros?Estas são questões fundamentais que orientarão o Colóquio Internacional «Modos de Fazer». Na tradição ocidental, «fazer» significa impor uma forma, ou um projeto pré-concebido, a uma matéria-prima, considerada inerte. É o que o antropólogo britânico Tim Ingold, entre outros, designa modelo «hilemórfico». De facto, para Aristóteles, todas as coisas resultavam da junção da matéria (hilé) e da forma (morphé). E é nessa linha de pensamento que ainda hoje maioritariamente nos encontramos. Mas é possível encarar as coisas de outro modo, e tentar perceber mais de perto como se dá, desde que existimos, a relação do ser humano com os materiais e os recursos dos ecossistemas que o envolvem. Aprender com quem sabe e, na prática, observar, ouvir e manusear, experienciar texturas e identificar odores, analisar características intrínsecas e antever resultados de interações, torna-se um processo longo de capacitação, de apuramento dos sentidos e do gesto, de conhecimento dos materiais, das técnicas e das circunstâncias. Desta interação, eventual ou repetida, resultam processos de aprendizagem e construção de conhecimento. O uso do «saber-fazer» para «fazer saber », em íntima relação com o mundo a que pertencemos, e que constantemente nos faz, como nós permanentemente o fazemos, transforma esta interação numa cadeia reprodutiva de produção e aplicação de conhecimento. Este Colóquio convoca, assim, todas as áreas disciplinares que possam contribuir para uma reflexão sobre esta problemática do fazer, do saber fazer, do lidar com materiais e com recursos disponíveis, atentos às suas especificidades, ao modo ativo como intervêm nas nossas formas de agir, de pensar, de gerar e transmitir saber. Através de estudos de caso, ou de uma reflexão teórica, procurar-se-ão estimular leituras transdisciplinares, capazes de evidenciar, não só as afinidades profundas entre áreas académicas, como a sua inter-relação com formas de saber não escolarizado, pondo em evidência os processos como nós, seres humanos, criamos coisas, criamos ambientes, criamos mundos, ao mesmo tempo que somos por eles criados. | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | Ciências Sociais | |
| dc.subject | Social sciences | |
| dc.title | Modos de fazer = Ways of making | |
| dc.type | Livro | |
| dc.contributor.uporto | Faculdade de Letras | |
| dc.identifier.doi | 10.21747/9789898970237/mod | |
| Aparece nas coleções: | FLUP - Livro | |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| 400666.pdf | 38.9 MB | Adobe PDF | ![]() Ver/Abrir |
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