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https://hdl.handle.net/10216/127305| Author(s): | Luís Calafate |
| Title: | A Experiência Mental no Ensino das Bases Neurobiológicas da Tomada de Decisão Moral: o Dilema do Elétrico |
| Issue Date: | 2019 |
| Description: | O nosso cérebro toma milhares de decisões todos os dias da nossa vida. Ao contrário dos computadores, o cérebro funciona a partir do conflito entre várias possibilidades, que tentam eliminar a concorrência das restantes (Eagleman, 2015). Algumas decisões humanas caem na esfera da moral e são avaliadas por valores morais. Para destrinçar alguns dos principais sistemas concorrentes do cérebro, podemos recorrer a uma experiência mental conhecida como o dilema do elétrico desgovernado. Este dilema clássico consiste no seguinte: "é aceitável matar uma pessoa inocente para salvar outras cinco?" Os eticistas estudaram este problema a partir de muitos ângulos. A neuroimagiologia conseguiu dar uma resposta simples, mostrando como as partes emocional e cognitiva do cérebro podem dissociar-se, enquanto voluntários foram submetidos a exames de neuroimagem e, perante diferentes cenários, ponderavam sobre a ética do elétrico (Greene et al., 2001; Greene et al., 2004). O dilema do elétrico traz luz sobre situações reais, como é o caso dos carros autónomos numa situação de acidente. Por exemplo, a "Experiência da Máquina Moral" é um estudo que tenta responder ao dilema ético de um carro autónomo, ao perder os travões e escolher o menor dos males: "mudar de faixa e atropelar os pedestres, ou destruir-se matando os passageiros" (Awad et al., 2018). À medida que as máquinas tomam decisões mais complexas a moral torna-se mais relevante. Como poderá implementar-se ética na inteligência artificial? O que deve fazer um computador quando nenhum dos desfechos possíveis é bom? Respostas a este tipo de questões complexas são importantes uma vez que as máquinas irão influenciar cada vez mais o nosso futuro. As experiências de pensamento realizam-se no laboratório da mente e são muito utilizadas na biologia (Brown, 2011). No ensino das neurociências, o uso de alternativas didáticas que incluem experiências mentais pode ser muito útil na aprendizagem de fenómenos difíceis de serem observados em condições de laboratório, implicando a realização de experiências in vivo. As experiências mentais aproximam-se das experiências in silico, na medida em que estas últimas se desenrolam virtualmente, operando sobre a transformação de representações, podendo ser ferramentas úteis na educação em ciências. A experiência imaginária do elétrico desgovernado permite criar um contexto de aprendizagem, explorando a forma como o córtex frontal e o sistema límbico interagem. Quanto melhor entendermos o cérebro melhor o poderemos educar, quando tivermos de decidir sobre a seguinte questão do campo da neuroética: "os fins justificam os meios?" De facto, a tomada de decisões morais pode depender imensamente do enquadramento no qual nos encontramos (Sapolsky, 2018). Palavras-chave: experiência mental; dilema do elétrico; tomada de decisão; neuroética; inteligência artificial. |
| DOI: | 10.24840/978-989-746-198-9 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/127305 |
| Source: | Livro de Resumos: XVIII ENEC | III ISSE |
| Document Type: | Resumo de Comunicação em Conferência Nacional |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FCUP - Resumo de Comunicação em Conferência Nacional |
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| 400330.pdf | Eixo Temático: Neurodidática | 1.52 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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