Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/126920
Author(s): Monteiro, Ana
Fonseca, Luís
Sousa, Carlos
Title: A sobremortalidade de inverno num país mediterrânico: clima ou envelhecimento e pobreza?
Issue Date: 2016
Abstract: The analysis of increased mortality and morbidity in the Porto Metropolitan Area (AMP) residents, between 2002 and 2007, showed a strong relationship with extreme cold events. However, extreme cold thresholds, in this geographical context, are much higher than those that are commonly referred to in the international scientific literature. In the case of AMP, the over mortality and morbidity occurs from the 30 percentile corresponding to the minimum temperature of <5 °C and the maximum temperature values of <13ºC.This conclusion about the thermal cold thresholds that seem to trigger the risk of death and worsening of respiratory and circulatory disease appears to result more of the great vulnerability of human beings than the magnitude of the thermal event.Thus, in the countries of Southern Europe, repeatedly described as "mild climatic characteristics", it seems that in addition to the individual characteristics of humans (age, genetics, health status, etc.), it is particularly important to assess the living conditions (unattended aging, illiteracy, poor quality housing, high unemployment, low income, lack of access to artificial heating and cooling, etc.).In the case of AMP evidence highlights the need to devote greater attention to social and economic vulnerabilities and pour this component of climate risk prevention systems even though wrongly, that we live in an age of global warming, the risks generated by cold It has until now been relatively subordinate to heat.
Description: A análise do incremento da mortalidade e da morbilidade nos residentes na Área Metropolitana do Porto (AMP), entre 2002 e 2007, revelou uma forte associação com os episódios de frio extremo. Todavia, os limiares de frio extremo, neste contexto geográfico em concreto, é muito mais elevado do que aqueles que são habitualmente referidos na literatura científica internacional. No caso da AMP, a sobremortalidade e sobremorbilidade ocorre a partir do percentil 30 que corresponde na temperatura mínima a valores <5ºC e na temperatura máxima a valores <13ºC.Esta conclusão sobre os limiares térmicos de frio que parecem desencadear o risco de morte e de agravamento de doenças respiratórias e circulatórias parece resultar muito mais da grande vulnerabilidade dos seres humanos do que da magnitude do evento térmico.Assim, nos países do sul da europa, descritos repetidamente como de características climáticas amenas, parece que para além das características individuais dos seres humanos (idade, genética, estado de saúde, etc.), é particularmente importante avaliar as condições de vida (envelhecimento desacompanhado, iliteracia, fraca qualidade da habitação, elevado desemprego, baixo rendimento, falta de acesso a aquecimento e arrefecimento artificial, etc.).No caso da AMP as evidências sublinham a necessidade de dedicar uma maior atenção às vulnerabilidades sociais e económicas e verter essa componente nos sistemas de prevenção de riscos climáticos apesar de, erradamente, o facto de vivermos numa época de aquecimento global, os riscos gerados pelo frio tenham sido até agora subalternizados relativamente aos do calor.
URI: https://hdl.handle.net/10216/126920
Source: A crise demográfica : um país em extinção? / Atas do V Congresso Português de Demografia
Document Type: Artigo em Livro de Atas de Conferência Nacional
Rights: openAccess
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FLUP - Artigo em Livro de Atas de Conferência Nacional

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