Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/115964
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dc.creatorHugo Miguel Ramos dos Santos
dc.date.accessioned2022-09-09T00:32:13Z-
dc.date.available2022-09-09T00:32:13Z-
dc.date.issued2018-09-25
dc.date.submitted2018-09-27
dc.identifier.othersigarra:291323
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/115964-
dc.descriptionA homofobia e a heteronormatividade na/da escola tem-se tornado uma problemática educacional cada vez mais visível e debatida, consubstanciada na expressão "bullying homofóbico". A sua existência e prevalência questiona, desde logo, as possibilidades de cidadania que, num contexto contemporâneo de democracia, a escola oferece a jovens de grupos minoritários como os/as jovens LGBT. Ainda que o tema não seja propriamente uma novidade, são ainda escassos em Portugal os estudos que interrogam a natureza da violência homofóbica a partir dos discursos de jovens e de professores/as. Neste contexto em particular, as leis têm avançado - como no caso da Educação Sexual -, mas as práticas acompanham a lei? Tendo como mote estas problemáticas e procurando colmatar as lacunas da investigação, nesta pesquisa procurou-se compreender as perspetivas, discursos e experiências de jovens estudantes e professores/as do ensino secundário sobre bullying genérico e homofóbico, diversidade sexual e Educação Sexual. Realizaram-se 36 grupos de discussão focalizada com 351 jovens (171 rapazes e 180 raparigas) e 14 grupos de discussão focalizada com 75 professores/as (24 homens e 51 mulheres) de 12 escolas públicas com ensino secundário do Norte litoral de Portugal, entre 2015 e 2017. Conclui-se que o bullying é uma realidade quotidiana na escola sendo melhor compreendido como uma forma de exercício de poder contra quem é «diferente». O bullying especificamente homofóbico deve ser compreendido sobretudo como «fag discourse» que, se por um lado, não tem (necessariamente) uma intencionalidade homofóbica, ataca quem diverge das normas de género, sendo raramente desafiado por jovens e professores/as. As atitudes perante a(s) homossexualidade(s) situam-se entre discursos mais liberais e discursos mais tolerantes o que disponibiliza a jovens LGBT scripts de cidadania incompletos (e.g., pode «ser-se» homossexual, mas dentro de certos limites). Quanto à Educação Sexual, jovens e professores/as destacam a sua importância, mas enumeram várias críticas à sua natureza, conteúdos e abordagens, o que inclui o próprio tópico da orientação sexual. Verifica-se assim um fosso entre o decretado e o vivido, o que não deixa de representar talvez a forma mais simbólica e estrutural de violência.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectCiências da educação
dc.subjectEducational sciences
dc.titleDiscursos sobre bullying e homofobia na e da escola: que (im)possibilidades de cidadania para jovens LGBT
dc.typeTese
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.tid101478968
dc.subject.fosCiências sociais::Ciências da educação
dc.subject.fosSocial sciences::Educational sciences
thesis.degree.disciplinePrograma Doutoral em Ciências da Educação
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level2
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