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https://hdl.handle.net/10216/108091| Author(s): | António Miguel Barbosa Correia |
| Title: | Educação especial: (im)possibilidades de uma educação inclusiva |
| Issue Date: | 2017-10-30 |
| Description: | O alargamento da escolaridade obrigatória para o 9.º ano, em sequência da Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) e, mais recentemente, em 2009, para o 12.º ano, promoveu uma crescente democratização do ensino em Portugal porquanto viabilizou que cada vez mais alunos, provenientes de diferentes meios sociais, económicos e culturais alcançassem níveis de escolaridade mais elevados. Esta situação, na qual se incluem também os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) colocou as escolas e os professores perante novos desafios relacionados, sobretudo, com a possibilidade de concretização dos princípios de uma Educação Inclusiva, reconhecida como a matriz educacional para o século XXI (OECD, 1999; UN, 2006). Especificamente em relação à Educação Especial (EE) em foco neste estudo, a Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994) representou um importante marco na deliberação de políticas orientadas por princípios de Educação Inclusiva que vieram a influenciar as políticas dos diferentes países, nos quais se inclui Portugal. Reconhecida politicamente como uma orientação a seguir muitos autores salientam, no entanto, a existência de uma distância entre os discursos políticos sobre a Educação Inclusiva, o discurso dos diversos atores que atuam na escola e as realidades das escolas (Bautista, 1993; Rodrigues, 1995, 2006, 2013; Bénard da Costa, 1996, 1996; Correia, 2001, 2006, 2010; Fernandes, 2002; Cortesão, 2003; Morgado, 2003, 2010; Magalhães & Stoer, 2006; Leite & Fernandes, 2007; SanchesFerreira, 2007; Heward, 2010). É no quadro desta argumentação que se situa a pertinência deste estudo de natureza qualitativa, realizado num Agrupamento de Escolas (AE) situado no norte do Alentejo. Com ele, pretendeu-se, em termos gerais, produzir conhecimento sobre discursos e práticas da EE e, mais especificamente, captar perceções de diferentes "atores de terreno", quanto à sua visão de Educação Inclusiva, e ao modo como o AE e, particularmente, os professores, se organizam para atender os alunos com NEE. Genericamente, os resultados permitem constatar a existência de uma certa ambiguidade discursiva situada entre um entendimento vago de Educação Inclusiva e o reconhecimento de que ela pode ser materializada no atendimento a crianças com NEE. Os dados mostram ainda a presença de fatores que obstam a concretização da Inclusão: por um lado, fatores externos de natureza política, designadamente a escassez de recursos humanos, a colocação tardia de professores e a adoção de medidas curriculares alternativas e, por outro, fatores internos referentes à organização escolar e às perceções e práticas de professores de EE e do Ensino Regular (ER), e de outros agentes educativos. |
| Subject: | Ciências da educação Educational sciences |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Ciências da educação Social sciences::Educational sciences |
| DOI: | 10.34626/fmbn-pk89 |
| TID identifier: | 101478917 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/108091 |
| Document Type: | Tese |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Tese |
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| 223521.pdf Restricted Access | Educação especial: (im)possibilidades de uma educação inclusiva | 3.56 MB | Adobe PDF | View/Open |
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