Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10216/105209
Author(s): Castilho, Maria Teresa
Title: Eating is an Agricultural Act: longing for the good life
Issue Date: 2017
Abstract: In "The Pleasures of Eating", Wendell Berry, a writer, poet, essayist and New Agrarian cultural critic, points out the importance of understanding the connection between food and the land, observing that "eating is an agricultural act". This statement takes us back to 1930, when a group of intellectuals from Vanderbilt University expressed their indignation against northern industrialism and their firm belief in "an honorable peace with nature" as the basis for a good and happy life in an organized healthy and well-structured agrarian society. Berry himself has taken on this responsibility by establishing a small farm near Port Royal, Kentucky, and by sustainably working his land and writing his texts for about five decades, problematizing the importance of understanding the connection between food and land as unquestionable bases for a good life. Berry, as he himself acknowledges, is heir to some of the principles of the Agrarians of I'll Take My Stand, and is one of the key figures in the New Agrarian Movement in American Culture, which fiercely opposes the degradation of a sustainable and healthy way of life. In his introduction to Berry's Bringing It to the Table: On Farming and Food, Michael Pollan, one of the most active proponents of the food reform in the United States, stresses the great relevance of this writer, who, in spite of not being directly committed to a particular food movement, is someone who has inspired the rise of Food and Slow Food Movements in the United States. Actually Berry is known to many as a great inspiring reference to sustainable food movements in the United States, having thus greatly contributed to the many Food Studies programs in American higher-education institutions which started to crop up in the period around the 1990s. Nevertheless, Berry's work and thought can be truly understood and appreciated only if we recognise the undeniable utopianism which has been feeding his hopeful prospect of an organized and well-structured agrarian society, where all might eat sustainably. As a matter of fact, if the connection between healthy and sustainable food and sustainable land was already degraded in 1989, as Berry fiercely denounced in "The Pleasures of Eating", what then to say in 2017? To this question Wendell Berry enthusiastically keeps answering that hope is a virtue.
Description: Em "The Pleasures of Eating", Wendell Berry, escritor americano, poeta e ensaísta e uma das figuras-chave do recente "New Agrarian Movement", tem defendido a importância de compreender a conexão entre a alimentação e a agricultura, observando que "eating is an agricultural act". Esta afirmação conduz-nos a 1930 e ao grupo dos Agrários, intelectuais sulistas da Universidade de Vanderbilt, que expressaram a sua indignação contra o processo de industrialização que o Norte Yankee estava a impor na sua região. É perante o sublinhar da premência do respeito pela terra arável como base para uma vida boa e feliz que o próprio escritor reconhece ser uma espécie de herdeiro de muitos dos princípios defendidos pelos Agrários de I'll Take My Stand. O próprio Wendell Berry assumiu essa responsabilidade estabelecendo uma pequena quinta perto de Port Royal, no Kentucky. Aí Berry tem trabalhado de forma sustentável a sua terra arável e tem escrito contra a degradação de uma vida saudável, defendendo, há cerca de cinco décadas, a importância de entender a inquestionável relação que urge haver entre a produção dos alimentos e a agricultura que praticamos, como base inquestionável para alcançar uma vida boa. Na sua introdução ao livro de Wendell Berry intitulado Bringing It to the Table: On Farming and Food, publicado em 2009, Michael Pollan, um dos mais ativos defensores de uma reforma alimentar nos Estados Unidos, sublinha a grande relevância do escritor para os Estudos sobre Alimentação no contexto americano. Apesar de Wendell Berry não integrar ativa e diretamente qualquer movimento ligado a essa área de estudos, o escritor tem sido, na verdade, considerado uma importante referência inspiradora para movimentos sobre a alimentação saudável nos Estados Unidos. De facto, na globalidade da sua escrita e das suas intervenções em entrevistas e conferências, Berry, ao denunciar a intervenção da industrialização na agricultura, tem sublinhado as consequentes más práticas alimentares e os seus perigos. Deste modo, com as suas chamadas de atenção, este escritor e intelectual sulista muito tem contribuído para a pertinência e desenvolvimento de programas de Estudos sobre a Alimentação em instituições americanas de ensino superior, que nos Estados Unidos começaram a surgir por volta anos de 1990. Porém, o trabalho e o pensamento de Berry só podem ser verdadeiramente compreendidos e apreciados se reconhecermos o inegável utopismo que vem alimentando a sua esperança em torno de uma possível futura sociedade agrária organizada e bem estruturada, onde todos possam comer de forma saudável e sustentável. É que se uma boa relação entre alimentação e o trabalho da terra arável já estava degrada em 1989, como Berry denunciou em "The Pleasures of Eating", o que dizer, então, em 2017? A esta pergunta Wendell Berry com entusiasmo continua a responder que a esperança é uma virtude.
Subject: Humanidades
Humanities
URI: http://hdl.handle.net/10216/105209
Document Type: Artigo em Revista Científica Nacional
Rights: openAccess
Appears in Collections:FLUP - Artigo em Revista Científica Nacional

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