Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/79551
Author(s): Rui Daniel de Sousa Almeida
Title: O Documentário como Autorretrato: a Autorreferência do Autor na Obra
Issue Date: 2015-07-22
Abstract: This thesis project explores the documentary film as device for self-representation and self-reference (meta-cinema or meta-documentary, in this case). It relates tree main names and tree works from different time periods: "Man with a Movie Camera" (1929) from Soviet director Dziga Vertov, "Sherman's March" (1986) from the American Ross McElwee and "Grizzly Man" (2005) from the German filmmaker Werner Herzog.Despite the different time periods and the different styles of filmmaking, all of the tree films have something in common that is the reference to the filmmaker, the documentary and his own process, inside the documentary itself: talking directly to camera or using the narration to comment, in a very personal way, about what we are seeing in the screen. Presenting the film as an artifice and a construction, a "documentary inside the documentary". This is, I believe, one of the main characteristics that differentiates documentary and fiction, where documentary accepts itself as a midway between reality and the spectator, and not as an isolated representation.For example, in "Man With a Movie Camera", Vertov references clearly to the process of filmmaking, shooting and editing, when we see on screen his cameraman Mikhail Kaufman and when we see the editor Elizabeta Svilova. Equally, McElwee's "Sherman's March" is a search in the south of the United States for a documentary about William T. Sherman, a Civil War's general, where McElwee reflects several times about his life and the documentary itself. In "Grizzly Man", Herzog uses footage of Timothy Treadwell's wild expeditions to the Katmai National Park, where he was in close proximity with grizzly bears. During the film, we see an emotional and personal relationship between the director and the subject that grows itself until the moment of Timothy's death.
Description: Esta dissertação é um projeto, enquadrado no ramo Cultura e Artes do Mestrado Multimédia, que utiliza o documentário como uma ferramenta de autorrepresentação e de autorreferência (metacinema ou metadocumentário, neste caso) na sua construção, que confronta e compara três nomes e três obras de períodos de períodos distintos: "Homem da Câmara de Filmar" (1929) do realizador soviético Dziga Vertov, "Sherman's March" (1986) do norte-americano Ross McElwee e "Grizzly Man" (2005) do cineasta alemão Werner Herzog.Apesar da distância temporal e dos diferentes estilos, temas e narrativas destes três filmes, todos têm em comum o facto de os realizadores se referirem direta e/ou indiretamente ao próprio documentário e ao processo de produção, tanto utilizando a narração ou aparecendo fisicamente à frente da lente da câmara, adotando a obra como um artifício e uma construção, uma espécie de "documentário do próprio documentário." Uma ideia que é, acredito, a grande riqueza do documentário e o que o distingue do cinema de ficção. Assumindo-se ele próprio como um instrumento intermediário entre o espectador e o real e não como uma mera representação.Para além de outras referências em "O Homem da Câmara de Filmar", Dziga Vertov faz clara alusão ao ato de filmar e processo de edição/montagem do filme, seja quando vemos o operador da câmara Mikhail Kaufman em diversos planos, seja quando observamos Elizabeta Svilova a trabalhar na montagem do filme. Já Ross McElwee assume "Sherman's March" como uma busca pelo sul dos Estados Unidos por um documentário sobre William T. Sherman, general da União na Guerra Civil Americana, uma busca que se afasta várias vezes do pressuposto inicial, refletindo diversas vezes ao longo do percurso à frente da câmara sobre o que aconteceu e que rumo tomar. Outra obra referida é "Grizzly Man" de Werner Herzog. Aqui, Herzog utiliza imagens documentais capturadas por Timothy Treadwell durante os treze verões que passou em contacto com ursos da Reserva/Parque Nacional de Katmai, Alasca, EUA. Ao longo do filme podemos observar um crescimento de uma relação emotiva e pessoal entre o Werner Herzog, Timothy e o resto dos intervenientes, à medida que a narrativa do documentário se desenrola e que culmina com o momento da morte de Timothy.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
TID identifier: 201808269
URI: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/79551
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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