Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/62492
Author(s): Miguel Leal
Title: A arte no tempo da sua dispersão concentrada
Issue Date: 2007
Abstract: Art at the time of its concentrated dispersion <p>Dispersion and concentration emerge as inevitabilities pursuing contemporariness. Every day we are asked, from politics to economy, from companies to the university, an effort to concentrate and focus. Such an atomization is the result of a combination between a certain dispersion and a certain concentration. Two movements into a single one. The best example of this circularity is the phenomenon we refer to as globalization. Its policy is based on segmentation, according to a logic that is still modern at its core. Global and undifferentiation producing wholeness needs both dispersion and segmentation as enclosing, dividing and systematizing instruments. <br>Increasing art standardization and culture industrialization may be the main signs of globalization in the field of aesthetics. With art standardization, we see the idea of an art form in its singularity is stretched to the limit; but also its identitary multiplication, its subject division. With culture industrialization, we witness art disappearing and melting into the vague magma of entertainment. The answer involves searching for dispersion as a means to accomplish the cross contaminations art is made of, and refusing it as a guarantee of a place for art.
Description: A arte no tempo da sua dispersão concentrada <p>Dispersão e concentração aparecem como fatalidades que perseguem o contemporâneo. Todos os dias nos pedem, da política à economia, das empresas à universidade, um esforço de concentração e focalização. Essa atomização é resultado da combinação entre uma dada dispersão e uma certa concentração. Dois movimentos num só. O melhor exemplo desta circularidade é o fenómeno a que chamamos globalização. A sua política é baseada na segmentação, segundo uma lógica que é ainda moderna na sua essência. O todo global e produtor de indiferenciação necessita da dispersão e da segmentação como instrumentos de encerramento, divisão e sistematização.<br> A uniformização crescente da arte e a industrialização da cultura serão os principais sinais da globalização no campo da estética. Com a uniformização da arte vemos levada ao limite a ideia de uma arte no seu singular; mas também a sua multiplicação identitária, a sua divisão disciplinar. Com a industrialização da cultura assistimos ao desaparecimento da arte e à sua dissolução no magma indefinido do entretenimento. A resposta passa pela procura da dispersão como meio de efectivação das contaminações transversais de que se faz a arte, e pela sua recusa como garantia de um lugar para a arte.
Subject: Artes, Artes
Arts, Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
URI: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/62492
Document Type: Artigo em Revista Científica Nacional
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
Appears in Collections:FBAUP - Artigo em Revista Científica Nacional

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