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https://hdl.handle.net/10216/153119| Author(s): | Priscilla Gois Basilio |
| Title: | BARRIERS FOR CARDIAC REHABILITATION IN HEART FAILURE: HOW TO IMPROVE ADHERENCE |
| Issue Date: | 2023-10-11 |
| Abstract: | Introduction: Despite a variety of pharmacological and device therapies for heart failure (HF), patients still have a poor prognosis and quality of life. Lifestyle modifications, cardiac rehabilitation (CR) and regular exercise, have been shown to help manage HF symptoms and improve cardiac function. However, despite all the scientific evidence and clinical recommendations, CR is underutilized in the treatment of HF. The reasons for the underutilization of CR programs are multifactorial and include health system, health professionals or patient barriers. It is important to address these barriers to increase participation and adherence to ensure that everyone who could benefit from CR has the opportunity to participate. In light of this, home-based CR (HBCR) alone or in combination with clinical-based CR (CBCR), have the potential to address some barriers such as schedule flexibility, time commitment, travel distance, cost and patient preference. In addition, the higher degree of self-monitoring/management required in home-based programs, may promote a favorable transition to sustainable behavioral change and disease self-management. Long-term adherence to exercise training after CR phase 2 can be challenging, but it is critical to maintaining cardiovascular health and reducing the risk of future cardiac events. Thus, considering the importance of CR programs in the treatment of patients with HF, the low accessibility and adherence to this type of program, as well the long-term adherence, it is necessary to understand the reasons for this underutilization in the context of the Portuguese population. Objective: In the present work we propose: i) to describe and compare the barriers to participation in a clinical versus home-based CR program in patients with HF in a public hospital in Portugal; ii) to investigate whether these barriers were related to adherence to the CR program; iii) to assess the effectiveness of the home-based CR on exercise adherence and physical fitness after phase II CR in HF patients; iv) to compare long-term effects of a home-based vs clinical-based CR intervention; and v) to propose the implementation of a specialized community phase III CR program to help cardiac patients achieve a healthy lifestyle, manage optimal cardiovascular risk factors, and promote wellness after phase II CR. Methods: To achieve the proposed objectives, we evaluated 87 patients with HF in Study I and 54 patients with HF in Study II. In study I, the Barriers to Cardiac Rehabilitation Scale questionnaire was used to assess patients' perception of the degree to which different barriers affected their participation in a CR program. In addition, adherence data were collected from exercise session records and the heart rate monitor device. In Study II, patients were assessed for physical activity (IPAQ short version and the heart rate monitor, model POLAR M200) and physical fitness (6-minute-walking test (6MWT), 8-foot-up-and-go test, handgrip and 30-second sit-to-stand test). Study III is a phase III CR protocol to be implemented within the community. Results: In Study I, our data indicate that other health problems are the main barrier for patients with HF. Comparing with CBCR group, the HBCR participants rated two main barriers significantly higher, such as "bad weather" and "I have little time", but it not reflected in adherence rates. In Study II, our data suggests that HBCR program did not resulted in better adherence to long-term physical activity or fitness levels compared with the CBCR intervention. Finally, in Study III, we propose a phase III CR program within the community, with group allocation according to preference, to respond to unmet health and social challenges regarding maintenance after phase II CR. Conclusions: Our data suggest that after identifying barriers related with CR participation and adherence, an individualized CR programs that incorporates patient's-specific barriers would impact on CR participation. In addition, 12 weeks of a HBCR or CBCR program appears to be not enough to promote a transition to sustainable behavior change over time. Finally, new a specialized community-based phase III CR programs are needed to help cardiac patients achieve a sustainable healthy lifestyle, manage optimal cardiovascular risk factors, and promote wellness after phase II CR. |
| Description: | Introdução: Apesar da disponibilidade de terapias farmacológicas e de dispositivos para o tratamento da insuficiência cardíaca (IC), os doentes com IC ainda apresentam um mau prognóstico e uma qualidade de vida reduzida. Modificações no estilo de vida, a reabilitação cardíaca (RC) e exercício físico regular, ajudam a controlar os sintomas da IC e melhorar a função cardíaca. No entanto, apesar de todas as evidências científicas e recomendações clínicas, a RC é subutilizada no tratamento da IC. As razões para a subutilização dos programas de RC são multifatoriais e incluem fatores relacionados com o sistema de saúde, os profissionais de saúde ou ainda barreiras relacionadas ao doente. É importante identificar estas barreiras para aumentar a participação e adesão aos programas de RC de modo a garantir que todos os que possam se beneficiar deste tipo de programa tenham a oportunidade de participar. Desta forma, a RC domiciliária isoladamente ou em combinação com a RC supervisionada, tem o potencial de abordar algumas barreiras, como flexibilidade de horário, distância do centro de RC, custos e a preferência do doente. Além disso, o maior grau de auto monitorização exigido em programas domiciliários pode promover uma transição favorável para a mudança comportamental sustentável e o autocuidado da doença. A adesão a longo prazo ao exercício físico após a fase II da RC pode ser desafiadora, mas é fundamental para manter a saúde cardiovascular e reduzir o risco de futuros eventos cardíacos. Assim, considerando a importância dos programas de RC no tratamento dos doentes com IC, a baixa acessibilidade e adesão a esse tipo de programa, bem como a adesão subótima em longo prazo, é preciso entender os motivos dessa subutilização no contexto da população portuguesa. Objetivo: No presente trabalho propomos-nos: i) descrever e comparar as barreiras à participação num programa de RC hospitalar versus domiciliar em doentes com IC num hospital público em Portugal; ii) investigar a relação entre as barreiras reportadas e a adesão ao programa de RC; iii) verificar a efetividade de um programa de RC domiciliário em relação a adesão a longo prazo à atividade física e aos níveis de aptidão física após um programa de RC fase 2; iv) comparar os efeitos a longo prazo de uma intervenção de RC domiciliária versus uma intervenção de RC hospitalar; e v) propor um programa comunitário especializado de RC fase III visando auxiliar doentes cardíacos a alcançarem um estilo de vida saudável, a controlar os fatores de risco cardiovascular e promover o bem-estar após a fase II de RC. Métodos: Para alcançar os objetivos propostos, avaliamos 87 doentes com IC no Estudo I e 54 pacientes com IC no Estudo II. No estudo I, foi utilizado o questionário de Barreiras na Reabilitação Cardíaca para avaliar a perceção dos doentes em relação ao grau em que diferentes barreiras afetam sua participação no programa de RC. Além disso, foram coletados dados de adesão dos registos das sessões de exercícios e da monitorização de frequência cardíaca. No Estudo II, os doentes foram avaliados quanto à atividade física (IPAQ versão curta e o monitor de frequência cardíaca, modelo POLAR M200) e aptidão física (teste de caminhada de 6 minutos, teste de 8-foot-up-and-go, teste de força de preensão manual e teste de sentar e levantar por 30 segundos). O Estudo III é um protocolo de fase III para ser implementado dentro da comunidade Resultados: No Estudo I, os nossos dados indicam que "outros problemas de saúde" são a principal barreira à RC para doentes com IC na população estudada. Comparando com o grupo RC hospitalar, os doentes do grupo RC domiciliário identificaram duas principais barreiras como principais, nomeadamente, "mau tempo" e "tenho pouco tempo", mas isso não se refletiu nas taxas de adesão. No Estudo II, nossos dados sugerem que o programa domiciliar não resultou em melhor adesão à atividade física a longo prazo ou níveis de aptidão física em comparação ao programa hospitalar. Por fim, no Estudo III, propomos a implementação de um programa de RC fase III na comunidade, com alocação em grupos de acordo com a preferência do doente, a fim de abordar desafios de saúde e sociais não atendidos relacionados à manutenção após a fase II de RC. Conclusões: Os nossos dados sugerem que, após identificar as barreiras relacionadas à participação e adesão à RC, programas individualizados que incorporem as barreiras específicas do doente poderão ter um impacto na participação nestes programas. Além disso, 12 semanas de um programa de RC domiciliária ou hospitalar parecem não ser suficientes para promover uma transição para uma mudança de comportamento sustentável no tempo. Por fim, são necessários novos programas especializados de RC de fase III baseados na comunidade para ajudar os doentes cardíacos a alcançarem um estilo de vida saudável e sustentável, auxiliar no controle dos fatores de risco cardiovascular e promoverem o bem-estar após a RC de fase II. Palavras-chave: reabilitação cardíaca, insuficiência cardíaca, domiciliar, barreiras, adesão, efeitos a longo prazo, doentes cardíacos, fase III, comunidade. |
| Subject: | Ciências da saúde Health sciences |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde::Ciências da saúde Medical and Health sciences::Health sciences |
| DOI: | 10.34626/2ap0-sp10 |
| TID identifier: | 101665741 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/153119 |
| Document Type: | Tese |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FADEUP - Tese |
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| 645174.pdf | BARRIERS FOR CARDIAC REHABILITATION IN HEART FAILURE: HOW TO IMPROVE ADHERENCE | 1.33 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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