Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/152597
Author(s): Juliana Carla Mendes de Melo
Title: SUSTAINABLE AND HEALTHY CITIES: RELATIONSHIP BETWEEN URBAN GREEN SPACES AND HEALTH INDICATORS IN ADOLESCENTS.
Issue Date: 2023-06-19
Abstract: Although some research suggests that urban green spaces (UGS) can help reduce obesity by stimulating the practice of physical activity (PA), the evidence is still inconsistent and, in addition, few studies have investigated the association between biodiversity and physical health. In view of this, more and more investigations are devoted to analyzing the relationship between UGS and species diversity with health indicators, especially in adolescent populations. The present thesis aims to analyze the associations between the characteristics of the UGS, namely the offer of spaces, amount of green and species richness, with the Body Mass Index (BMI) and PA in Portuguese adolescents, since these indicators seem to strongly associated with general health. This cross-sectional study was carried out with students between 12 and 18 years old, selected for convenience. Data were collected in public secondary schools, located in municipalities in the Porto Metropolitan Area between February 2014 and May 2019. The PA levels were assessed using accelerometers and information on height, weight, age, gender and residential addres, were obtained through a self-administered questionnaire. The BMI was categorized according to age- and sex-specific cutoffs into normal weight, overweight and obesity. The UGS number, greenness exposure and species richness were measured in buffers of 300, 500, 1000 and 1500 meters around the residence and school of each participant, by Geographic Information System, normalized difference vegetation index and species richness index, respectively. The socioeconomic deprivation of residential and school areas was assessed using the European Deprivation Index for Portuguese small-areas. The main results showed that in the residential environment, the availability of UGS, greenness exposure and species richness were not associated with PA and overweight or obesity incidence rates, and regard to the school environment, the analyzes did not support the idea that UGS, greenness exposure and species richness may be able to promoting PA and metabolic health in adolescents. The results obtained, although inconsistent, add evidence to literature, as they provide an initial perspective on the subject. As the relationships between UGS availability, greenness exposure and species richness with PA and BMI appear to be complex and may implicate other factors, future studies are particularly relevant for urban planning and green space management, and consequently for the biodiversity and health of young urban populations.
Description: Apesar de algumas pesquisas sugerirem que os espaços verdes urbanos (EVUs), podem ajudar a reduzir a obesidade por estimular a prática de atividade física (AF), as evidências ainda são incosistentes e além disso, poucos estudos investigaram a associação entre a biodiversidade e a saúde física. À vista disso, cada vez mais investigações se dedicam a analisar a relação entre os EVUs e a diversidade de espécies com indicadores de saúde, especialmente em populações adolescentes. A presente tese tem como objetivo analisar as associações entre as características dos EVUs, nomeadamente a oferta de espaços, quantidade de verde e riqueza de espécies, com o Índice de Massa Corporal (IMC) e AF em adolescentes portugueses, uma vez que estes indicadores parecem fortemente associados com a saúde geral. Este estudo de caráter transversal, foi realizado com alunos entre os 12 e os 18 anos de idade, selecionados por conveniência. Os dados foram recolhidos em escolas públicas do 3º ciclo e do ensino secundário, localizadas em concelhos da Área Metropolitana do Porto entre fevereiro de 2014 e maio de 2019. Os níveis de AF foram avaliados por meio dos acelerômetros e informações sobre estatura, peso, idade, sexo e endereço residencial foram obtidas por meio de questionário autoaplicável. O IMC foi categorizado de acordo com os pontes de corte específicos para a idade e sexo, em peso normal, excesso de peso e obesidade. A quantidade de EVUs, vegetação e riqueza de espécies foram medidos em buffers de 300, 500, 1000 e 1500 metros ao redor da residência e da escola de cada participante, através de Sistema de Informação Geográfica, índice de vegetação por diferença normalizada e índice de riqueza de espécies, respetivamente. A privação socioeconómica das áreas de residência e escolar foi avaliada através do Índice Europeu de Privação para pequenas áreas Portuguesas. Os principais resultados demonstraram que no ambiente residencial, a disponibilidade de EVUs, a vegetação e a riqueza de espécies, não foram associadas a AF e a taxa de incidência de sobrepeso ou obesidade, e no que se refere ao ambiente escolar, as análises não apoiaram a ideia de que os EVUs, a vegetação e a riqueza de especie são capazes de promover a AF e a saúde metabólica dos adolescentes. Os resultados obtidos, apesar de inconsistentes, adicionam evidências para a literatura sobre o tema, pois fornecem uma perspetiva inicial sobre o assunto. Ne medida em que as relações entre a disponibilidade de EVUs, a exposição a vegetação e a riqueza de espécies com AF e IMC parecem ser complexas e podem implicar outros fatores, estudos futuros são particularmente relevantes para o planeamento urbano e gestão de espaços verdes, e consequentemente para a biodiversidade e saúde das jovens populações urbanas. PALAVRAS-CHAVE: INFRAESTRUTURA VERDE; BIODIVERSIDADE; PLANEAMENTO URBANO SUSTENTÁVEL; INATIVIDADE FÍSICA; OBESIDADE INFANTIL;
Subject: Ciências da saúde
Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Ciências da saúde
Medical and Health sciences::Health sciences
DOI: 10.34626/m2ck-qf58
TID identifier: 101675283
URI: https://hdl.handle.net/10216/152597
Document Type: Tese
Rights: openAccess
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