Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/149111
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dc.creatorGrécia Matos
dc.date.accessioned2023-05-04T23:13:57Z-
dc.date.available2023-05-04T23:13:57Z-
dc.date.issued2021-11-09
dc.identifier.othersigarra:621831
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/149111-
dc.descriptionO artigo dedica-se ao estudo da condição de (in)visibilidade do gesso e dos processos de moldagem na criação artística. Na articulação entre criação e investigação, parte-se da produção artística autoral para pensar as motivações operativas e metodológicas da presença/ausência do gesso e da moldagem na arte contemporânea, particularmente, no processo e resultado. Para tal, o estudo alicerça-se em duas esculturas: «Mira no Infinito» (2018) e «Mira no Outro Espaço» (2019). A primeira é corpo-contentor esférico em gesso intencionalmente deixado visível. Na segunda escultura, o gesso permanece invisível (ausente) do produto final, mas constitui-se como determinante no processo de moldagem que o antecede. O artigo examina o engenho técnico da moldagem enquanto processo estratégico, silencioso e invisível na construção das formas e dos múltiplos e nas características dúcteis e poéticas do gesso que conduzem à sua incorporação em objetos artísticos. Correlacionam-se opções plásticas, conceptuais e filosóficas basilares na problematização do gesto, (in)visibilidade e relação imagem-escultura. Teoricamente, identifica-se Aby Warburg nas preocupações sobre força, repetição e multiplicação de gestos e sua relação com a moldagem, capacidade de resiliência e condição de (in)visibilidade. Com Walter Benjamin a (in)visibilidade da escultura segundo o valor do processo e do valor de exposição aproxima-se das preocupações em torno do lugar visível do gesso como matéria, contentor poético e porta para o invisível; e do invisível do gesso e da técnica da moldagem no processo criativo para solucionar desafios projetuais. Plasticamente, a potência do gesto impressa na forma e no molde, força inesgotável (in)visível em determinado processo ou forma, relaciona visível-invisível com memória e esquecimento. Entre gestos e corpos visíveis ou esquecidos, Marie-José Burki e Charlotte Moth contrastam com as duas esculturas por tratarem a imagem escultórica por meio da imagem bidimensional. Com Burki, «Petit grand monde» aborda corpos escultóricos acumulados na gipsoteca do Musée du Louvre que permanecem invisíveis para o fruidor. Moth com «La Réserve» regista videograficamente os cheios-vazios de corpos em gesso esquecidos, propondo uma abordagem à visibilidade do espaço expositivo e à invisibilidade inerente às formas, objetos e corpos que permanecem na reserva.
dc.language.isopor
dc.relation.ispartofMira no Infinito e Mira no Outro Espaço, uma reflexão sobre as (in)visibilidades do gesso e do molde na produção artística.
dc.rightsopenAccess
dc.subjectArtes, Artes plásticas, Artes
dc.subjectArts, Plastic arts, Arts
dc.titleMira no Infinito e Mira no Outro Espaço, uma reflexão sobre as (in)visibilidades do gesso e do molde na produção artística.
dc.typeResumo de Comunicação em Conferência Internacional
dc.contributor.uportoFaculdade de Belas Artes
dc.subject.fosHumanidades::Artes
dc.subject.fosHumanities::Arts
Appears in Collections:FBAUP - Resumo de Comunicação em Conferência Internacional

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