Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/96060
Author(s): Paula Clara Ribeiro Santos
Title: Padrões de atividade física ao longo da gravidez sua influência na lombalgia e nos outcomes do recém-nascido.
Issue Date: 2013-02-01
Abstract: Background: Physical activity (PA) in pregnancy has been reported as a protective factor ofmaternal child. Several institutions emanated recommendations for the practice of PA duringthis period, however, some studies indicate that PA levels decreases throughout pregnancy,and there is some controversy regarding the effect that this behaviour can have on women'shealth and neonatal outcomes.Objectives: (1) to analyze the perception of PA; (2) to determine women's perception abouthealth care providers' PA advisement during pregnancy; (3) to evaluate the proportion of nonspecificpregnancy-related low back pain (NSPLBP) and its association with type and intensitylevel of PA during pregnancy and low back pain pre-pregnancy; (4) to analyze PA engagementduring the 1st and 2nd trimesters, considering the different guidelines published on PA; (5) toexamine pregnant women's perceived barriers to PA and (6) to determine the relationshipbetween American College of Sports Medicine (ACSM) PA recommendations during pregnancyand neonatal outcomes at birth.Methods: Two longitudinal prospective studies were conducted with different samples ofhealthy pregnant women. One was carried out with 118 participants; they were evaluated in alltrimesters. Self-reported questionnaires were used to collect personal and obstetric data. PAwas evaluated using the Pregnancy Physical Activity Questionnaire. NSPLBP was assessed viaself-reported questionnaire.Another study was conducted with a sample of 133 pregnant women in two stages: at 10-12weeks' gestation and 20-24 weeks' gestation. PA was assessed by accelerometry. Thepregnant women were divided into four groups, according to different PA guidelines. Barriers toPA were assessed via questionnaire. Postpartum medical records were examined for neonataloutcomes at birth: weight, length, head circumference and Apgar score.Results: A decrease in values of self-reported PA (MET.h.wk-1) was found over the trimestersof pregnancy for respectively total, light and moderate intensity (p<0.01, for all). Pregnantwomen reported that PA was recommended by health professionals - 53.9% in 1st trimester,70.4% in 2nd trimester and 56.8% in 3rd trimester.NSPLBP was reported by 40.7%, 52.2% and66.7% of the subjects at first, second, and third trimesters, respectively. No significantassociations were found between NSPLBP and type and intensity of PA. However women whohad low back pain before pregnancy, compared to those who did not, had higher odds ofexpressing NSPLBP during pregnancy (OR= 3.85, 95% CI: 1.344-11.025).A large proportion ofwomen (ranging from 4% - American College of Sports Medicine to 68% - United StatesDepartment of Health and Human Services) did not reach the levels of PA recommended by theguidelines. There were no significant differences between the 1st and 2nd trimesters withregard to compliance with PA recommendations (p>0.05 for all). However, a decrease in PAlevels from the 1st to 2nd trimesters was noted for all recommendations. The most commonlyreported barrier to leisure PA in pregnancy was intrapersonal, not health -related. Among thenon-health-related factors reported, lack of time, busyness and dislike of exercise were citedmost frequently.No significant differences in neonatal outcomes at birth were observed betweenthe women who did and did not comply with ACSM PA recommendations (p>0.05 for alloutcomes).Conclusions: Self-reported PA decreased during pregnancy especially in total, light andmoderate intensity. There are still some health care providers that do not recommend PA duringpregnancy.NSPLBP was a common condition. The results of this study suggest that type andintensity of PA is not associated with the emergence of NSPLBP during pregnancy.Furthermore, low back pain before pregnancy is a risk factor for NSPLBP.A great number ofwomen does not comply with PA recommendations and there were no differences between the1st and 2nd trimesters. Perceived barriers were similar in both trimesters. Intrapersonal barrierswere the most-often perceived barriers to leisure PA. Healthy pregnant women should beencouraged to follow the PA recommendations of the ACSM during pregnancy, given that nosignificant negative associations were found between PA and neonatal outcomes.Key words: PHYSICAL ACTIVITY, PREGNANCY, LOW BACK PAIN, RECOMMENDATIONS,BARRIERS, NEWBORN-OUTCOMES.
Description: Introdução: A Atividade Física (AF) na gravidez tem sido referida como um factor protetor dasaúde materno-infantil. Várias instituições emanaram recomendações para a prática de AFdurante este período. Contudo alguns estudos referem que o nível de AF decresce ao longo dagravidez, existindo ainda alguma controvérsia relativamente ao efeito que este comportamentopode ter na saúde da mulher e do recém-nascido.Objectivos:1) Analisar os padrões de AF durante a gravidez; 2) determinar a perceção dasmulheres sobre o aconselhamento da AF pelos profissionais de saúde; 3) determinar afrequência de dor lombar não especifica durante a gravidez e a sua associação com o tipo eintensidade de AF bem como com a frequência de lombalgia antes de engravidar; 4) analisar ocumprimento das diferentes recomendações da AF nos dois primeiros trimestres de gravidez;5) analisar as barreiras à prática de AF de lazer e 6) analisar a influência do cumprimento dasrecomendações segundo o American College of Sports Medicine (ACSM) e os outcomes dorecém-nascido.Metodologia: Foram realizados dois estudos longitudinais prospectivos, com duas amostras degrávidas saudáveis. Um dos estudos foi realizado nos centros de saúde da Unidade Local deSaúde do Alto Minho (ULSAM), sendo constituído por 118 participantes, que foram avaliadosem todos os trimestres. Questionários auto-aplicáveis foram usados para a recolha de dadospessoais, obstétricos e clínicos. A AF foi avaliada com o Pregnancy Physical ActivityQuestionnaire. A lombalgia não específica foi avaliada por auto-referência. O outro estudodecorreu no Hospital de S. João, Porto e a amostra foi constituída por 133 participantes. Asmulheres foram avaliadas em três momentos: às 10-12, 20-24 semanas de gestação e no pósparto.Foram usados os mesmos questionários da ULSAM e além destes a AF durante agravidez foi mensurada por acelerómetria. As barreiras foram identificadas por auto-referência.No pós-parto foram recolhidos dados relativos ao peso, comprimento, perímetro cefálico eíndice de apgar dos recém-nascidos.Resultados: Os valores (MET.h.wk-1) relativos à AF total, leve e moderada decresceram emtodos os trimestres de gravidez (p <0.01, para todos). A percentagem de profissionais de saúdeque recomendou AF foi de 53.9% no primeiro, 70.4% no segundo e 56.8% no terceiro trimestre.A lombalgia não específica foi referida por 40.7%, 52.2% e 66.7% das grávidas no primeiro,segundo e terceiro trimestre, respectivamente. Não foram encontradas associaçõessignificativas entre lombalgia não específica e o tipo e intensidade da AF. No entanto, asmulheres que tiveram dor lombar antes de engravidar, comparativamente às que não tiveram,apresentaram um risco acrescido de terem dor lombar não especifica durante a gravidez (OR =3.85, IC 95%: 1.344-11.025). Uma elevada proporção de mulheres não atingiu os níveisrecomendados de AF propostos pelas diferentes organizações (4% para as recomendações doAmerican College of Obstetricians and Gynecologists e 68% para as do United StatesDepartment of Health and Human Services). Não se verificaram diferenças significativas entre oprimeiro e segundo trimestre em relação ao cumprimento das recomendações AF (p> 0.05 paratodas). No entanto, foi observado uma diminuição nos níveis de AF do primeiro para o segundotrimestre. A barreira para a AF de lazer mais frequentemente mencionada foi a intrapessoal,não relacionada com a saúde, nomeadamente a falta de tempo e não gostar de praticarexercício. Não houve diferenças significativas entre as mulheres que cumpriram e nãocumpriram as recomendações da AF segundo o (ACSM) nos outcomes (perímetro cefálico,peso, altura e índice de apgar) do recém-nascido (p> 0.05 para todos os resultados).Conclusões: A intensidade total, leve e moderada de AF diminuiu ao longo da gravidez. Existeainda uma percentagem elevada de profissionais de saúde que não recomendam AFmoderada durante a gravidez. A lombalgia não especifica é uma condição frequente duranteeste período. O tipo e intensidade da AF não estão associados com a lombalgia gravídica. Ador lombar antes da gravidez é um fator de risco para a lombalgia. Um elevado número demulheres não cumpre as recomendações da AF. As barreiras intrapessoais foram as maisfrequentemente identificadas para a não adesão à prática de AF de lazer nomeadamente afalta de tempo. Assim as mulheres grávidas saudáveis devem ser estimuladas para ocumprimento das recomendações, uma vez que a AF parece não ter efeito negativo nosparâmetros fetais à nascença.
Subject: Ciências da saúde
Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Ciências da saúde
Medical and Health sciences::Health sciences
URI: https://hdl.handle.net/10216/96060
Document Type: Tese
Rights: openAccess
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