Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/63120
Autor(es): Veloso, Ana Luísa Marques
Título: Teletrabalho Aspectos facilitadores de implementação
Data de publicação: 1998
Resumo: O Teletrabalho provocou um entusiasmo inesperado face à possibilidade que oferece de melhorar a qualidade de vida do trabalhador (reduzindo o stress e aumentando a satisfação no trabalho) e por contribuir para maior eficiência organizacional (reduzindo custos, turnover e absentismo e aumentando a produtividade). É nosso objectivo compreender de que forma os trabalhadores percebem a situação de Teletrabalho, não apenas os teletrabalhadores, mas também aqueles que permanecem no local físico de trabalho. Esta investigação avalia as percepções mútuas entre teletrabalhadores/trabalhadores no que se refere à avaliação do projecto e aos aspectos relacionais e de performance (produtividade e qualidade) bem como das chefias directas de equipas mistas (teletrabalhadores/trabalhadores). Foi realizado um estudo de caso exploratório de um projecto piloto de Teletrabalho na Portugal Telecom - Centro da Picaria. Foram realizadas entrevistas a teleoperadoras, operadoras e supervisoras. As teleoperadoras e supervisoras percepcionaram aumentos de produtividade e qualidade da sua performance em situação de Teletrabalho, referindo a manutenção das suas relações profissionais. As razões para este aumento de produtividade e qualidade da performance são, segundo as teleoperadoras, a redução do absentismo e a supressão das fontes de stress. Na opinião das supervisoras, deve-se ao controlo mais próximo das teleoperadoras. As percepções dos pares sobre estes aspectos são menos favoráveis e referem o isolamento das teleoperadoras como o principal problema do Teletrabalho. A avaliação do projecto de Teletrabalho pelas 3 teleoperadoras é claramente positivo. Supervisoras e operadoras concordam com esta avaliação mas chamam a atenção para o isolamento (pessoal e profissional) das teleoperadoras. Este projecto aumentou o controlo das supervisoras sobre as teleoperadoras. Estas mantiveram reduzidos níveis de autonomia, responsabilidade e um conteúdo funcional do seu posto de trabalho pobre. Contudo, as percepções das teleoperadoras são muito positivas e o seu compromisso com a organização aumentou. A introdução do Teletrabalho não significa mudanças automáticas ao nível do conteúdo funcional do posto de trabalho, da satisfação no trabalho, eficiência, responsabilidade e autonomia do trabalhador bem como no processo de tomada de decisão. Este caso chama a nossa atenção para a importância do contexto social, cultural e estratégico nos projectos de Teletrabalho e do seu impacto no envolvimento e avaliações dos trabalhadores.
Assunto: Teletrabalho
Gestão de Recursos Humanos
URI: http://hdl.handle.net/10216/63120
Tipo de Documento: Dissertação
Condições de Acesso: openAccess
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