Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/128498
Autor(es): Robson Celestino Prychodco
Título: Influência dos modelos biomédico, social e biopsicossocial nas concepções e práticas de intervenção direcionadas à inclusão escolar
Data de publicação: 2020-07-20
Descrição: Ao longo dos anos, os conceitos de Saúde e Educação ganharam novos significados, impulsionados por uma agenda internacional que repercutiu em políticas públicas, concepções e práticas de intervenção dirigidas a grupos que tradicionalmente eram colocados à margem da sociedade, como as pessoas com deficiência. O Modelo Biomédico tem influenciado as formas de organização e atendimento dessas pessoas, que, no campo educacional podem ser associadas ao paradigma da Exclusão. Na esteira do Modelo Social, com a busca pela democratização da Educação e ampliação do acesso, os critérios de ordem biomédica foram questionados, dando lugar a dimensões de natureza pedagógica e social, movimento que pode ser associado ao paradigma da Integração. A universalização do ensino público, gratuito e obrigatório constituiu um grande avanço para a democratização do acesso à escola por grupos socialmente estigmatizados, levando-a na direção do paradigma da Inclusão, dirigida a todos e a cada um dos alunos, voltada ao respeito à diversidade e a redução/ eliminação das barreiras à aprendizagem, participação e interação de cada aluno, especialmente daqueles que vivenciam situações de vulnerabilidade que os tornam suscetíveis a processos de exclusão dentro e fora da escola, perspectiva que é compatível com os princípios do Modelo Biopsicossocial, que propõe a junção entre as contribuições dos Modelos Biomédico e Social, associada a uma Perspectiva Socioambiental de Saúde. O objetivo principal da pesquisa é caracterizar influências dos Modelos Biomédico, Social e Biopsicossocial nas concepções e práticas de intervenção no campo da Inclusão Escolar. Trata-se de estudo qualitativo com recorte transversal, a coleta de dados foi realizada por meio de 24 entrevistas semiestruturadas com professoras de Educação Especial, 12 na região do Grande Porto/ Portugal e 12 no município de Campinas/ Brasil. Os dados foram analisados com recurso a um sistema categorial, com suporte do Software Nvivo10aVersão. Os principais resultados informam que o conceito de Inclusão e consequentemente as práticas de intervenção envolvem ambiguidades, que demonstram a transição de uma Inclusão voltada para a deficiência para outra dirigida a todos e a cada um dos alunos. Embora nos dois contextos tenham sido referidas tensões e constrangimentos acerca do trabalho intersetorial, as participantes ressaltaram os ganhos com a realização da Inclusão nessa perspectiva. Os dados permitem inferir que a Inclusão requer ampliar a capacidade de resposta das escolas e de seus sistemas que, por meio da identificação de parceiros de trabalho e das situações vivenciadas que ofereçam risco de exclusão/ segregação, podem mobilizar os recursos necessários para encontrar meios de reduzir o impacto das barreiras/ restrições impostas pelo meio social. O trabalho intersetorial demonstrou ser uma importante ferramenta para o desenvolvimento de processos inclusivos alinhados com as necessidades e potencialidades de alunos e escolas, contudo, é importante ressaltar que o avanço dos processos inclusivos passa por mudanças nas Políticas Públicas de diversos setores, como Saúde e Educação e principalmente pela forma como sociedade e profissionais dessas áreas, dentre outras vivenciam a diversidade e a diferença, o que se repercute nas formas de trabalho e nas atitudes direcionadas à inclusão na escola.
Assunto: Ciências da educação
Educational sciences
Áreas do conhecimento: Ciências sociais::Ciências da educação
Social sciences::Educational sciences
Identificador TID: 101660995
URI: https://hdl.handle.net/10216/128498
Tipo de Documento: Tese
Condições de Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:FPCEUP - Tese

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