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    <title>DSpace Collection:</title>
    <link>https://hdl.handle.net/10216/5607</link>
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    <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:29:17 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-07-15T14:29:17Z</dc:date>
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      <title>Learning to teach physical education through student-centered approaches: An incursion into physical literacy</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/174751</link>
      <description>Title: Learning to teach physical education through student-centered approaches: An incursion into physical literacy
Abstract: The aim of this thesis was to understand how preservice teachers (PSTs) learn to implement student-centered approaches (SCAs) within school-based physical education (PE), and how such pedagogical practices create conditions for the pedagogical development of physical literacy (PL) among students. Particular attention was given to the role of teacher education contexts organized as communities of practice (CoPs), and to how these collaborative environments support PSTs' professional learning and pedagogical decision-making. Grounded in an interpretative paradigm, the study adopted a participatory action research design, integrating qualitative and quantitative methods. Four PSTs, one cooperating teacher, and 54 secondary school students participated in the study and were followed over the course of one school year within a physical education teacher education program structured around collaborative pedagogical inquiry. Data were collected through lesson observations, reflective diaries, focus group interviews, and game-play observation. Data analysis involved thematic analysis and statistical procedures appropriate to the study context. The findings indicate that PSTs' professional learning developed through participation in CoPs, where more experienced facilitators supported PSTs through scaffolding processes that enabled collaborative reflection, pedagogical experimentation, and shared problem solving. Within this context, SCAs were progressively enacted in PE lessons, creating conditions for students to engage in meaningful learning experiences. These practices fostered participation, collaboration, confidence, and game understanding, which collectively contributed to the development of PL. Overall, the findings highlight the importance of context-sensitive teacher education programs, showing how CoPs and pedagogical scaffolding can support PSTs in learning to implement SCAs that promote the development of PL in school-based PE.
Description: O objetivo desta tese foi compreender como professores estagiários (PEs) aprendem a implementar abordagens de ensino centradas no aluno (ACAs) na educação física (EF) e de que forma estas práticas criam condições para o desenvolvimento da literacia física (LF) nos alunos. Particular atenção foi dada ao papel de contextos de formação organizados como comunidades de prática (CdP) e à forma como estes ambientes colaborativos sustentam a aprendizagem profissional dos PEs e os seus processos de decisão pedagógica. Enquadrado num paradigma interpretativo, o estudo adotou um desenho de investigação-ação participativa, integrando métodos qualitativos e quantitativos. Participaram quatro professores estagiários, um professor cooperante e 54 alunos do ensino secundário, acompanhados ao longo de um ano letivo no âmbito de um programa de formação inicial de professores de EF. Os dados foram recolhidos através de observações de aulas, diários reflexivos, entrevistas de grupo focal e observações de jogo. A análise envolveu análise temática e procedimentos estatísticos adequados ao contexto do estudo. Os resultados indicam que a aprendizagem profissional dos PEs se desenvolveu através da participação em CdPs, nas quais facilitadores mais experientes apoiaram os PEs através de processos de scaffolding que promoveram reflexão colaborativa, experimentação pedagógica e resolução partilhada de problemas. Neste contexto, as ACAs foram progressivamente implementadas nas aulas de EF, criando condições para experiências de aprendizagem significativas. Estas práticas promoveram participação, colaboração, confiança e compreensão do jogo, contribuindo para o desenvolvimento da LF dos alunos. Globalmente, os resultados destacam a importância de programas de formação de professores sensíveis ao contexto, mostrando como as CdPs e os processos de scaffolding pedagógico podem apoiar os PEs na implementação de ACAs que promovam o desenvolvimento da LF na EF escolar.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA; COMUNIDADES DE PRÁTICA; SCAFFOLDING; ABORDAGENS CENTRADAS NO ALUNO; LITERACIA FÍSICA</description>
      <pubDate>Fri, 26 Jun 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/174751</guid>
      <dc:date>2026-06-26T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Da Educação Física para a Vida - Aprender a ensinar a Responsabilidade Pessoal e Social através da hibridização de modelos pedagógicos.</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/174750</link>
      <description>Title: Da Educação Física para a Vida - Aprender a ensinar a Responsabilidade Pessoal e Social através da hibridização de modelos pedagógicos.
Abstract: The present research aimed to examine the role of Physical Education and sport participation in the development of personal and social responsibility and in the prevention of bullying in socially vulnerable school contexts, while also exploring the underlying psychosocial processes and the effectiveness of pedagogical approaches based on model hybridization. Specifically, the dissertation integrates contributions from Social and Emotional Learning (SEL), Self-Determination Theory (SDT), the Teaching Personal and Social Responsibility (TPSR) model, and the A_Judo program, designed to prevent bullying through judo.
The dissertation is structured into five studies. The first study analyzed the relationships between sport participation, positive youth development, and personal and social responsibility in a TEIP context. The second study examined associations between sport participation, involvement in bullying behaviors (victimization and aggression), and personal and social responsibility. The third study sought to further examine these relationships by analyzing the role of basic psychological needs (autonomy, competence, and relatedness) and personal and social responsibility in bullying behaviors. The fourth study involved the implementation of a hybrid pedagogical intervention based on TPSR and the A_Judo program, assessing its effects on personal and social responsibility and bullying. Finally, the fifth study, qualitative in nature, examined the process of teachers' professional learning during the implementation of these models in authentic Physical Education contexts.
The findings indicated that sport participation, in itself, was not consistently associated with reductions in bullying, although it was positively related to higher levels of personal and social responsibility. Both personal and social responsibility and the satisfaction of basic psychological needs were negatively associated with bullying behaviors, with relational and self-regulatory dimensions emerging as particularly relevant. The findings further suggest that the relationship between sport participation and bullying behaviors is indirect and contingent upon psychosocial processes. The pedagogical intervention showed positive, albeit modest, effects, particularly in relation to personal and social
responsibility and reductions in victimization. The qualitative analysis indicated that the effective implementation of these models depends on teachers' professional learning processes, characterized by a progression from more procedural applications toward increasingly intentional and reflective pedagogical practices.
Overall, the findings support a perspective in which the impact of sport participation on social behaviors is not direct but is mediated by motivational and educational processes, particularly the satisfaction of basic psychological needs and the development of personal and social responsibility. These results underscore the importance of intentional and structured pedagogical approaches in Physical Education, highlighting that the educational value of sport depends on the psychosocial processes it promotes, especially in socially vulnerable contexts.
KEYWORDS: Physical Education; Bullying; Personal and Social Responsibility; Basic Psychological Needs; Social and Emotional Learning; Pedagogical Hybridization; Teacher Education.
KEYWORDS: Physical Education; Bullying; Personal and Social Responsibility; Basic Psychological Needs; Social and Emotional Learning; Pedagogical Hybridization; Teacher Education.
Description: A presente investigação teve como objetivo compreender o papel da Educação Física e da prática desportiva no desenvolvimento da responsabilidade pessoal e social e na prevenção do bullying em contextos escolares socialmente vulneráveis, explorando simultaneamente os mecanismos psicossociais subjacentes e a eficácia de abordagens pedagógicas baseadas na hibridização de modelos. Especificamente, a tese integrou contributos da Aprendizagem Socioemocional (SEL), da Teoria da Autodeterminação (TAD), do Modelo de Responsabilidade Pessoal e Social (TPSR) e do Programa A_Judo, concebido para a prevenção do bullying através do judo.
A tese foi estruturada em cinco estudos - O primeiro estudo analisou as relações entre prática desportiva, desenvolvimento positivo dos jovens e responsabilidade pessoal e social em contexto TEIP. O segundo estudo examinou as associações entre prática desportiva, envolvimento em comportamentos de bullying (vitimização e agressão) e responsabilidade pessoal e social. O terceiro estudo procurou aprofundar os mecanismos explicativos dessas relações, analisando a associação das necessidades psicológicas básicas (autonomia, competência e relação) e da responsabilidade pessoal e social nos comportamentos de bullying. O quarto estudo consistiu na implementação de uma intervenção pedagógica híbrida, baseada no TPSR e no Programa A_Judo, avaliando os seus efeitos na responsabilidade pessoal e social e no bullying. Por fim, o quinto estudo, de natureza qualitativa, analisou o processo de aprendizagem profissional docente na implementação destes Modelos em contexto real de Educação Física.
Os resultados evidenciaram que a prática desportiva, por si só, não se associa de forma consistente à redução do bullying, embora se relacione positivamente com níveis mais elevados de responsabilidade pessoal e social. Verificou-se que tanto a responsabilidade pessoal e social como a satisfação das necessidades psicológicas básicas se associam negativamente aos comportamentos de bullying, destacando-se a importância das dimensões relacionais e de autorregulação. Os resultados sugerem ainda que a relação entre prática desportiva e comportamentos de bullying é indireta e dependente de processos psicossociais. A intervenção pedagógica revelou efeitos positivos, ainda que moderados, sobretudo ao nível da responsabilidade pessoal e social e da redução da vitimização. A análise qualitativa evidenciou que a implementa�\xA7ão eficaz destes Modelos depende de processos de aprendizagem profissional docente, caracterizados por uma evolução progressiva desde uma aplicação inicial mais mecânica até uma prática pedagogicamente intencional e reflexiva.
Em conjunto, os resultados sustentam um Modelo em que o impacto da prática desportiva nos comportamentos sociais não é direto, mas mediado por processos motivacionais e educativos, nomeadamente pela satisfação das necessidades psicológicas básicas e pelo desenvolvimento da responsabilidade pessoal e social. Estes resultados reforçam a importância de abordagens pedagógicas intencionais e estruturadas na Educação Física, evidenciando que o valor educativo do desporto depende dos processos psicossociais que promove, particularmente em contextos socialmente vulneráveis.</description>
      <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/174750</guid>
      <dc:date>2026-07-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Physical education teacher education impact on the development of preservice teachers' epistemological beliefs: A two-year longitudinal case study</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/174739</link>
      <description>Title: Physical education teacher education impact on the development of preservice teachers' epistemological beliefs: A two-year longitudinal case study
Abstract: The general aim of this study was to understand the impact of a physical education teacher education (PETE) program on the development and reconfiguration of pre-service teachers' (PSTs) epistemological beliefs (EBs) through a longitudinal case study design. Furthermore, the study sought to gain an in-depth understanding of how different phases of PETE guide PSTs' epistemology over time, attending to both cognitive and contextual dimensions of epistemological development. Grounded in an interpretative paradigm, this research adopted a two-year longitudinal case study. Eleven PSTs voluntarily participated and were followed across
successive phases of the PETE programme. Data were collected using multiple eclectic methodologies and analysed using thematic analysis, for its interpretative flexibility and alignment with the study's aim. The findings indicate that EBs in PETE remain under-theorised and under-investigated, particularly from domain-specific and longitudinal perspectives. Epistemological development emerged as inseparable from professional socialisation processes and pedagogical contexts. Epistemological reconfiguration appeared non-linear, characterised by periods of progression and regression linked to contextual demands and emotional responses to uncertainty. Student-centred approach-based curricula, its pedagogical strategies
and social learning environments functioned as a key structural driver of epistemological
reconfiguration by legitimising uncertainty, reflexivity, and knowledge coconstruction.
Collectively, this highlighted the dynamic, situated, and socially mediated nature of epistemological development in PETE and underscored the need for sustained, context-sensitive support across teacher education programmes.
Description: O objetivo geral deste estudo foi compreender o impacto de um programa de formação de professores de educação física (FPEF) no desenvolvimento e reconfiguração das crenças epistemológicas (CEs) de professores em formação (PFs) através de um estudo de caso longitudinal. Além disso, o estudo procurou obter uma compreensão aprofundada de como as diferentes fases da FPEF orientam a epistemologia dos PFs ao longo do tempo, atendendo às dimensões cognitiva e contextual do desenvolvimento epistemológico. Orientada pelo paradigma interpretativo, esta investigação adotou um estudo de caso longitudinal de dois anos. Onze PFs participaram voluntariamente neste trabalho e foram acompanhados ao longo
das diferentes fases neste programa de FPEF. Os dados foram recolhidos utilizando múltiplas metodologias ecléticas e analisados através de análise temática, pela sua flexibilidade interpretativa e alinhamento com o objetivo do estudo. Os resultados sugerem que as CEs na FPEF continuam a carecer de enquadramento conceptual sólido e de investigação empírica, particularmente através de abordagens longitudinais e de domínio específico. O desenvolvimento epistemológico surgiu como inseparável dos processos de socialização profissional e dos contextos pedagógicos. A reconfiguração epistemológica pareceu não linear, caracterizada por períodos de progressão e regressão ligados às exigências contextuais e às
respostas emocionais à incerteza. Os currículos baseados em abordagens centradas
no aluno, as suas estratégias pedagógicas e os ambientes de aprendizagem social funcionaram como um importante motor estrutural da reconfiguração epistemológica, legitimando a incerteza, a reflexividade e a co-construção do conhecimento. Coletivamente, isto destacou a natureza dinâmica, situada e socialmente mediada do desenvolvimento epistemológico na FPEF e sublinhou a necessidade de um apoio sustentado e sensível ao contexto em todos os programas de formação de professores.
PALAVRAS-CHAVE: CRENÇAS EPISTEMOLÓGICAS, SOCIALIZAÇÃO PROFISSIONAL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ABORDAGENS CENTRADAS NO ALUNO, EDUCAÇÃO FÍSICA.</description>
      <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/174739</guid>
      <dc:date>2026-06-23T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Estudo dos fundamentos táticos ofensivos no Basquetebol Feminino de formação assumidos pelos treinadores e observados no contexto de jogo</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/174619</link>
      <description>Title: Estudo dos fundamentos táticos ofensivos no Basquetebol Feminino de formação assumidos pelos treinadores e observados no contexto de jogo
Abstract: The objective of this thesis is to understand and analyze the offensive tactical fundamentals in women's youth basketball as assumed by coaches and observed in the context of the game. The work is divided into four complementary studies: (1) theoretical reflection, (2) coaches' narratives, (3) social network analysis, and (4) space and time dynamics, with a focus on positional attack and the respective tactical formations. The theoretical study reflecting on the landscape of basketball for children and young athletes emphasizes the homeostasis of team play, combining individual tactics with group and collective tactics, promoting the development of autonomy and motor literacy, and combining athletic performance with citizenship. The qualitative study based on interviews with 13 coaches identifies critical issues such as environment management, transitions between levels, and relational practices in training. The results emphasize that training should be a continuous process of critical reflection, where uncertainty and complexity foster the development of new questions, to which methodology can contribute to a better understanding. The empirical component of the thesis focuses on the interaction and relationship between players in the team in collective cooperation in the under-14 and under-16 age groups, comparing the variation in team relationship and spatial interaction of players within the 1-2-2 and 2-2-1 offensive formations. Study 3 adopted Social Network Analysis (SNA) to compare the positional attack formations adopted by three district teams, analyzing the following metrics: degree of prestige (passes to teammates), degree of centralization (receiving the ball from teammates), reciprocity (passes between certain players), and density (inclusion of all players in the positional attack).The metrics were similar between tactical formations, with the exception of reciprocity, which revealed a greater number of passes between groups in the 2-2-1 structure. Study 4 used the local positioning system (LPS) to examine occupied space using the Convex Hull metric and to study dominated space using the Voronois metric. Technical-tactical actions such as dribbling, passing, and shooting were also studied. The data indicate that offensive formations did not significantly alter spatial dynamics; however, the 1-2-2 structure in the under-14 age group showed a greater tendency to use passing. The under-16 athletes demonstrated greater offensive dominance and more compact defensive organization. In conclusion, this thesis demonstrates that understanding youth basketball requires differentiated but collaborative approaches to improve the knowledge and training perspectives of coaches and players in order to solve game problems within tactical formations that favor both individual and collective homeostasis.
KEYWORDS: BASKETBALL, SPORTS FORMATION, COACHES, TACTICAL FORMATIONS, SPACE OCCUPATION, TEAM DYNAMICS.
Description: O objetivo da presente tese é a compreensão e análise dos fundamentos táticos ofensivos no basquetebol feminino de formação assumidos pelos treinadores e observados no contexto de jogo. O trabalho articula-se em quatro estudos complementares: (1) reflexão teórica, (2) narrativa dos treinadores, (3) análise de redes sociais e (4) dinâmica de espaço e tempo, com foco no ataque posicional e nas respetivas estruturas táticas. O estudo teórico reflexivo sobre o panorama do basquetebol para crianças e jovens enfatiza a homeostase do jogo em equipa, aliando a tática individual à grupal e coletiva favorecendo o desenvolvimento da autonomia e da literacia motora e aliando o desempenho desportivo à cidadania. O estudo qualitativo baseado em entrevistas a 13 treinadores identifica temas críticos como a gestão do ambiente, as transições entre escalões e as práticas relacionais no treino. Os resultados sublinham que a prática de formação deve ser um processo contínuo de reflexão crítica, onde a incerteza e a complexidade potenciam o desenvolvimento de novas questões, às quais a metodologia pode contribuir para um melhor entendimento. A componente empírica da tese foca-se na ação interação e relação entre as jogadoras na equipa na cooperação coletiva nos escalões sub-14 e sub-16, comparando a variação da relação em equipa e da interação espacial das jogadoras dentro das estruturas ofensivas 1-2-2 e 2-2-1. O estudo 3 adotou a Análise de Redes Sociais (ARS), para comparar as estruturas de ataque posicional assumidas por três seleções distritais, analisando as métricas: o grau de prestigio (passes às colegas), o grau de centralização (receber a bola das colegas), reciprocidade (passes entre determinadas jogadoras) e densidade (inclusão de todas as jogadoras no ataque posicional). As métricas foram semelhantes entre as estruturas táticas, à exceção da reciprocidade que revelou maior quantidade de passes entre grupos na estrutura 2-2-1. O estudo 4 utilizou o sistema de posicionamento local (LPS) para permitir examinar espaço ocupado, utilizando a métrica Convex Hull, e para estudar o espaço dominado a métrica dos Voronois. As ações técnico-táticas como o drible, o passe e o lançamento foram também alvo de estudo. Os dados indicam que as formações ofensivas não alteraram significativamente a dinâmica espacial, contudo a estrutura 1-2-2 no escalão de sub-14 revelou maior tendência de utilização do passe. As atletas sub-16 demonstraram um maior domínio ofensivo e uma organização defensiva mais compacta. Em conclusão, a tese demonstra que a compreensão do basquetebol de formação exige abordagens diferenciadas, mas colaborativas para a melhoria do conhecimento e das perspetivas de formação dos treinadores e das jogadoras para a resolução dos problemas de jogo dentro das estruturas táticas favorecedoras da homeostase tanto individual como coletiva.</description>
      <pubDate>Mon, 01 Jun 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/174619</guid>
      <dc:date>2026-06-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Hamstring strain injury prevention in high-performance football players</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/174612</link>
      <description>Title: Hamstring strain injury prevention in high-performance football players
Abstract: The overarching aim of this doctoral thesis was to investigate how hamstring strain injury risk in high-performance football players is influenced by the organisation, modulation and degradation of sprinting mechanics under different task related and fatigue induced constraints. To address this aim, four studies were conducted using biomechanical modelling, time continuous analyses and coordination based approaches: (i) how wearable resistance modulates the distribution of hamstring mechanical stress during sprinting; (ii) whether targeted running technique interventions reorganise intersegmental coordination patterns during football specific sprint tasks; (iii) the relevance of running technique as a strategy to mitigate hamstring injury risk; and (iv) how neuromuscular fatigue alters sprint mechanics. Across studies, the findings demonstrate that hamstring mechanical demand during sprinting is highly sensitive to changes in movement organisation. Wearable resistance induced temporally localised modulation of hamstring mechanical stress. Running technique interventions were associated with reorganisation of intersegmental coordination patterns and coordination variability. Conversely, fatigue emerged as a destabilising constraint that degrades coordination and concentrates mechanical demand. In conclusion, this thesis advances an integrative neuromechanical framework in which hamstring strain injury risk during sprinting in professional football is shaped not solely by the magnitude of mechanical demand, but by its temporal organisation, adaptive modulation and robustness under fatigue. By integrating biomechanical, neuromuscular and coordinative perspectives, the present work provides a more nuanced and ecologically valid foundation for technique-informed, constraint-based hamstring injury prevention strategies in high-performance football.
Description: O objetivo geral desta tese de doutoramento foi investigar de que forma o risco de lesão dos músculos isquiotibiais em jogadores de futebol de alto rendimento é influenciado pela organização, modulação e degradação da mecânica de sprint sob diferentes constrangimentos relacionados com a tarefa e induzidos pela fadiga. Foram realizados quatro estudos recorrendo a modelação biomecânica, análises temporais contínuas e abordagens baseadas na coordenação: (i) de que modo a resistência vestível modula a distribuição do stress mecânico dos isquiotibiais durante o sprint; (ii) se intervenções direcionadas de técnica de corrida reorganizam os padrões de coordenação intersegmentar durante tarefas de sprint específicas do futebol; (iii) a relevância da técnica de corrida como estratégia para mitigar o risco de lesão dos isquiotibiais; e (iv) de que forma a fadiga neuromuscular altera a mecânica do sprint. De forma transversal aos estudos, os resultados demonstram que a exigência mecânica dos isquiotibiais durante o sprint é altamente sensível a alterações na organização do movimento. A resistência vestível induziu uma modulação temporalmente localizada do stress mecânico dos isquiotibiais. As intervenções de técnica de corrida estiveram associadas a uma reorganização dos padrões de coordenação intersegmentar e da variabilidade da coordenação. Em contraste, a fadiga emergiu como um constrangimento desestabilizador que degrada a coordenação e concentra a exigência mecânica. Em conclusão, esta tese avança um enquadramento neuromecânico integrativo no qual o risco de lesão dos isquiotibiais durante o sprint no futebol profissional não é determinado apenas pela magnitude da exigência mecânica, mas também pela sua organização temporal, modulação adaptativa e robustez sob fadiga. Ao integrar perspetivas biomecânicas, neuromusculares e coordenativas, o presente trabalho fornece uma base mais refinada e ecologicamente válida para estratégias de prevenção de lesões dos isquiotibiais informadas pela técnica e baseadas em constrangimentos no futebol de alto rendimento.
PALAVRAS-CHAVE: ISQUIOTIBIAIS, FUTEBOL, PREVENÇÃO DE LESÕES, TÉCNICA DE CORRIDA, CARGA EXTERNA VESTÍVEL.</description>
      <pubDate>Fri, 22 May 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/174612</guid>
      <dc:date>2026-05-22T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Development, validation and evaluation of an advancement occlusal splint for enhancing running sport performance</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/166887</link>
      <description>Title: Development, validation and evaluation of an advancement occlusal splint for enhancing running sport performance
Abstract: A series of research studies were employed to develop a mandibular advancement splint specifically built for sport practice and explore its potential ergogenic effects on running exercise, particularly focusing on biophysical aspects. The experiments comprised (i) an intermittent incremental running protocol performed until exhaustion both conducted in laboratory (4 min steps interspersed by 30 s rest, with 1 km·h−1 running) and real-world conditions (800 m running steps, with 1 km·h−1 increments and 30 s rest); and (ii) square wave transition exercise performed until exhaustion when running at velocities corresponding to maximal oxygen uptake and anaerobic threshold. The main aims were to investigate the effects on ventilatory and effort perceived exertion variables, running energetic and kinematical profiling, and oxygen uptake kinetics while running wearing a mandibular advancement splint compared to a non-mandibular advancement condition. The main results evidenced that wearing a mandibular advancement splint: (i) enhanced the ventilatory response during incremental running exercise conducted in laboratory conditions, without substantial physiological effects during incremental outdoor running; (ii) did not impair breathing or exercise performance from the participants subjective and individual perception; (iii) demonstrated a clear ergogenic effect by improving time sustained until exhaustion at severe and moderate running intensities, along with ventilatory responses improvements; (iv) resulted in lower perceived exertion scores among runners; (v) improved exercise economy during incremental exercise; (vi) increased total energy expenditure and aerobic energy contributions when running until exhaustion at severe and moderate intensities; (vii) exhibited a substantial linear kinematic effect during incremental running, with trivial biomechanical effects when performing until exhaustion at different running exercise intensities, and (viii) increased oxygen uptake amplitude of the fast component during moderate intensity running. The worthwhile biophysical effects observed when wearing a mandibular advancement splint highlight its potential for improved running and other cyclic sports performance.
Description: Esta tese desenvolveu um dispositivo de avanço mandibular construído especificamente para uso durante a prática desportiva e explorou os seus potenciais efeitos ergogénicos na corrida, particularmente focando em variáveis biofísicas. Os experimentos consistiram em: (i) um protocolo incremental intermitente de corrida até à exaustão realizado em condições laboratoriais (patamares de 4 min de corrida, , incrementados em 1 km·h−1 e com 30 s de intervalo) e reais (patamares de 800 m de corrida, incrementados em 1 km·h−1 e com 30 s de intervalo); (ii) exercício rectangular de transição realizados até à exaustão durante a corrida às velocidades correspondentes ao consumo máximo de oxigénio e ao limiar anaeróbio. Os principais objetivos foram investigar os efeitos nas variáveis ventilatórias e percepção do esforço, no perfil energético e cinemático, e na cinética do consumo de oxigénio durante a corrida usando um dispositivo de avanço mandibular comparativamente a uma condição de não avanço mandibular. Os principais resultados demonstraram que usar um dispositivo de avanço mandibular: (i) melhorou a resposta ventilatória durante a corrida incremental realizada em condições de laboratório, sem efeitos fisiológicos substanciais na corrida incremental realizada em condições reais de exercício; (ii) não prejudicou a respiração nem o desempenho em exercício de acordo com a perceção subjetiva e individual dos participantes; (iii) demonstrou um evidente efeito ergogénico em melhorar o tempo sustentado até à exaustão a intensidades de corrida severa e moderada, assim como melhoria nas respostas ventilatórias a essas intensidades; (iv) diminuiu a perceção do esforço percebido pelos corredores; (v) melhorou a economia de exercício durante a corrida incremental; (vi) aumentou o dispêndio total de energia e as contribuições de energia aeróbia durante a corrida até a exaustão nas intensidades severa e moderada; (vii) alterou a cinemática linear durante a corrida incremental, apresentando efeitos biomecânicos pouco significativos durante a corrida até à exaustão nas intensidades severa e moderada; e (viii) aumentou a amplitude da componente rápida da curva de consumo de oxigénio. Os efeitos biofísicos observados quando usado um dispositivo de avanço mandibular reforçam o seu potencial em melhorar o desempenho na corrida e em outros desportos cíclicos.
Palavras-chave: goteira oclusal, avanço mandibular, consumo de oxigénio, ventilação, trabalho muscular respiratório, fisiologia, bioenergética, cinemática, corrida, remo</description>
      <pubDate>Fri, 30 May 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/166887</guid>
      <dc:date>2025-05-30T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Intracycle velocity variations in swimming: deeper analysis and new insights</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/166880</link>
      <description>Title: Intracycle velocity variations in swimming: deeper analysis and new insights
Abstract: Swimming performance may be optimised by reducing velocity variations and, consequently, energy expenditure, transforming the movement into as uniform as possible. The current thesis deeply analysed the intracycle velocity variation assessment and give new insights into its usefulness for swimming performance enhancement. A systematic scoping review identified the main gaps in the literature showing that 61% of the studies used the coefficient of variation to represent intracycle velocity variation. Swimmers of different competitive levels were evaluated in the four techniques at various paces, recording their displacement along 25 m with aerial and underwater cameras for 2D kinematic analysis. Intracycle velocity variation was assessed combined with other variability measures. Minimum and maximum velocities, stroke rate, length and index, phases duration and velocity, indexes of coordination and synchronization were the kinematical variables examined. Results showed that, although the coefficient of variation is a sensitive method for assessing velocity dispersion around the mean, it was unable to differentiate swimmers of varying competitive levels, except in butterfly. The relative power to velocity was proposed to overcome the intracycle velocity variation limitations, since it integrates the individual characteristics regarding the drag conditions. The power necessary to velocity variation increases in absolute magnitude but decreases in relative terms as mean velocity increases. It also enables to predict its effect on the swimmers performance. This variable revealed that butterfly and front crawl emerged as the swimming techniques that most effectively combined the ability to minimize drag with higher mean velocities. Breaststroke presented the highest mechanical demands, especially at higher intensities, reflecting its biomechanical complexity. This thesis offers comprehensive insights into the velocity variations in swimming and contributes to swimming performance enhancement.
Description: O desempenho na natação pode ser otimizado pela redução das variações de velocidade e consequentemente, do gasto energético, transformando o movimento o mais uniforme possível. A presente tese aprofundou a análise da variação intracíclica da velocidade e fornece novas perspetivas para a melhoria da técnica na natação. A revisão sistemática identificou as principais lacunas na literatura, mostrando que 61% dos estudos utilizaram o coeficiente de variação para representar a variação intracíclica da velocidade. Nadadores de diferentes níveis competitivos foram avaliados nas quatro técnicas de nado em diferentes ritmos, registando seu deslocamento ao longo de 25 m com câmaras aéreas e subaquáticas para análise cinemática 2D. A variação intracíclica da velocidade foi avaliada em conjunto com outras medidas de variabilidade. Velocidades mínimas e máximas, frequência, distância e índice de nado, duração e velocidade das fases do ciclo, índices de coordenação e sincronização foram as variáveis cinemáticas examinadas. Os resultados demonstraram que, embora o coeficiente de variação seja um método sensível para avaliar a dispersão da velocidade em torno da média, não foi capaz de diferenciar nadadores de diferentes níveis competitivos, exceto em mariposa. Propôs-se o uso da potência relativa à variação da velocidade como uma alternativa para superar as limitações da variação intracíclica da velocidade, uma vez que este método integra as características individuais do nadador em relação às condições de arrasto. A potência necessária para a variação de velocidade aumenta em termos absolutos, mas diminui em termos relativos com o aumento da velocidade média. Esta variável revelou que mariposa e crol são as técnicas que melhor combinam a capacidade de minimizar o arrasto com velocidades médias mais elevadas. Bruços apresentou as maiores exigências mecânicas, especialmente em intensidades mais altas, refletindo sua complexidade biomecânica. A presente tese faz uma análise abrangente das variações de velocidade em natação e contribui para a melhoria do desempenho na natação.
Palavras-chave: velocidade; variabilidade; cinemática; biomecânica; natação.</description>
      <pubDate>Fri, 30 May 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/166880</guid>
      <dc:date>2025-05-30T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Effectiveness of a Remotely Monitored Therapeutic Exercise Program on the Torque of Shoulder Rotator Muscles in Elite Swimmers</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/174021</link>
      <description>Title: Effectiveness of a Remotely Monitored Therapeutic Exercise Program on the Torque of Shoulder Rotator Muscles in Elite Swimmers
Abstract: Swimmer's shoulder is the most common injury among swimmers. It is a painful condition located in the anterior region of the shoulder, caused by the inappropriate application of kinetic energy from swimming techniques over time. This repetitive motion affects the soft tissues in the subacromial region of the shoulder. Therapeutic exercise has been identified as an effective intervention to prevent this injury. However, many questions remain regarding the characterization of this intervention and the magnitude of its effects. The main objective of this thesis was to evaluate the effectiveness of targeted exercise programs on musculoskeletal risk factors and on the prevalence of swimmer's shoulder. To achieve this aim, 30 competitive swimmers were recruited and randomly assigned to two intervention groups and a control group using stratified randomization. After reviewing the current scientific literature and conducting an electromyographic analysis, 2 programs consisting of 5 exercises each were chosen and implemented over 12 weeks. One experimental group performed a weights exercise program, while the other participated in an elastic band program. Both groups received individual supervision from a physiotherapist. Additionally, there was a control group that engaged in a placebo intervention. Before and after 12 weeks, the peak torque of the internal and external rotators of both shoulders was assessed using the isokinetic dynamometer Biodex System 3. This assessment was performed during both concentric and eccentric actions at angular velocities of 60º/s, 120º/s, and 180º/s. Following these evaluations, the conventional and functional ratios of the shoulders were calculated. Additionally, over 6 months, swimmer's shoulder episodes and respective characterization were registered among the participants. In general, the results indicated a decrease in the peak torque of the shoulder rotators, with a more pronounced decline observed in the control group. The experimental groups demonstrated improved rotator cuff balance at the end of the 12 weeks. There were no significant differences between the effects of the two preventive programs. Additionally, the experimental groups reported fewer episodes of swimmer's shoulder. In conclusion, integrating a specific program into the weekly routines of competitive swimmers appears to be an effective strategy for preventing swimmer's shoulder injury.
Description: O ombro do nadador, lesão desportiva mais comum em nadadores, é definido por uma dor na região anterior do ombro resultante da aplicação desadequada ao longo do tempo de energia cinética proveniente do gesto desportivo, sobre os tecidos moles da região subacromial. De forma a prevenir esta lesão, o exercício terapêutico tem surgido como uma intervenção com bons resultados. No entanto, ainda existem bastantes dúvidas sobre a caracterização desta intervenção ou a dimensão do efeito provocado. O principal objetivo desta tese foi avaliar a efetividade de programas de exercício específicos em fatores de risco músculo-esqueléticos e na prevalência do ombro do nadador. Com esse intuito, recrutaram-se 30 nadadores de competição, posteriormente divididos através de randomização estratificada em dois grupos de intervenção e num grupo de controlo. Tendo por base uma revisão sistemática da literatura científica existente e uma posterior análise eletromiográfica, selecionaram-se e implementaram-se 2 programas de 5 exercícios durante 12 semanas. Um dos grupos experimentais efetuou um programa com halteres, e o outro um programa com banda elástica. Ambos foram supervisionados individualmente por um fisioterapeuta. Adicionalmente, existiu um grupo de controlo que efetuou uma intervenção placebo. No início e no final destas 12 semanas, recorrendo ao dinamómetro isocinético Biodex System 3, avaliou-se o torque máximo dos rotadores internos e externos de ambos os ombros, nas suas ações concêntrica e excêntrica, a 60º/s, 120º/s e 180º/s. Posteriormente, foram calculados os rácios convencionais e funcionais do ombro. Para além da avaliação deste fator de risco, durante 6 meses fez-se um registo dos episódios de lesão desportiva e respetiva caracterização nos participantes. No que diz respeito aos resultados, no geral verificou-se uma diminuição do torque máximo dos rotadores do ombro, mais pronunciada no grupo de controlo. Os grupos experimentais apresentaram um maior equilíbrio dos rácios avaliados no final das 12 semanas. Não foram observadas diferenças significativas entre os 2 programas preventivos. Por último, registaram-se menos episódios desta lesão desportiva nos grupos experimentais. Em conclusão, a inclusão de um programa criterioso nas rotinas semanais dos nadadores de competição parece ser uma excelente estratégia preventiva desta lesão desportiva.</description>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/174021</guid>
      <dc:date>2026-03-24T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Skeletal Muscle Dysfunction in Critical Illness Current and Emerging Ultrasound Applications for Diaphragm and Peripheral Muscle Assessment</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/174383</link>
      <description>Title: Skeletal Muscle Dysfunction in Critical Illness Current and Emerging Ultrasound Applications for Diaphragm and Peripheral Muscle Assessment
Abstract: Skeletal muscle dysfunction is a frequent and early complication of critical illness, affecting both respiratory and locomotor muscles and contributing to weaning failure of mechanical ventilation, prolonged intensive care unit (ICU) stay, and long-term disability. The diaphragm, as the primary respiratory muscle, is particularly impacted by sepsis and mechanical ventilation, while peripheral muscles undergo rapid atrophy due to systemic catabolism and immobility. Ultrasound has emerged as a bedside tool for monitoring muscle structure and function, providing non-invasive, reproducible assessments independent of patient cooperation. Beyond techniques focused on muscle quantity, advanced ultrasound methods are introducing new dimensions of assessment, including tissue quality, mechanical properties, and perfusion, thereby expanding the horizons of muscle evaluation in critical illness. The overarching aim of this dissertation was to advance the understanding and clinical application of classical and innovative ultrasound techniques for detecting and monitoring diaphragm and peripheral muscle dysfunction in septic shock patients. Specifically, it sought to (i) synthesise evidence on advanced diaphragm ultrasound modalities; (ii) design a prospective protocol for combined diaphragm and locomotor muscle assessment; (iii) evaluate concomitant changes in diaphragm thickness and estimated stiffness during septic shock under invasive mechanical ventilation; (iv) explore the temporal evolution of rectus femoris cross-sectional area and estimated stiffness using shear-wave elastography (SWE); and (v) illustrate the clinical utility of ultrasound through a complex case of immune-mediated necrotizing myopathy. The present work, structured according to the Scandinavian model, is composed of one integrative review, one research protocol, and three original studies. The review mapped seven innovative ultrasound techniques, highlighting their complementary contributions to multidimensional diaphragm assessment across motion, contractility, tissue quality, and perfusion. The prospective monocentric MUSiShock protocol established a methodological framework for simultaneous diaphragm and peripheral muscle monitoring in septic shock. The diaphragm study identified heterogeneous thickness trajectories but a more consistent increase in estimated stiffness, independently associated with ventilatory settings and fluid balance, suggesting SWE-derived shear modulus reflects both structural and functional determinants of diaphragm activity. The longitudinal study on rectus femoris confirmed early and marked wasting and explored the new concept of anisotropy-related changes in estimated stiffness not captured by size alone. Finally, the case report illustrated the added value of SWE in a complex weaning failure scenario. Overall, this doctoral research underscores the potential of ultrasound, particularly SWE, as a multidimensional non-invasive bedside tool for assessing skeletal muscle dysfunction in critically ill patients. By integrating structural and mechanical markers across respiratory and locomotor domains, these studies contribute to a more comprehensive understanding of muscle pathophysiology in sepsis and mechanical ventilation.
Description: A disfunção do músculo esquelético é uma complicação frequente e precoce da doença crítica, afetando músculos respiratórios e locomotores e contribuindo para falência no desmame da ventilação mecânica, internamento prolongado na unidade de cuidados intensivos (UCI) e incapacidade a longo prazo. O diafragma, principal músculo respiratório, é particularmente impactado pela sépsis e pela ventilação mecânica, enquanto os músculos periféricos sofrem atrofia rápida devido ao catabolismo sistémico e à imobilidade prolongada. A ultrassonografia surgiu como ferramenta de fácil utilização à beira do leito para monitorizar estrutura e função muscular, fornecendo avaliações não invasivas e repetíveis, independentes da colaboração do doente. Para além das técnicas focadas na quantidade muscular, métodos avançados estão a introduzir novas dimensões de avaliação, incluindo qualidade tecidular, propriedades mecânicas e perfusão, ampliando os horizontes da avaliação muscular na doença crítica. O objetivo desta dissertação foi aprofundar a compreensão e aplicação clínica de técnicas clássicas e inovadoras de ultrassonografia para deteção e monitorização da disfunção diafragmática e periférica em doentes com choque séptico. Especificamente, procurou-se (i) sintetizar a evidência sobre modalidades avançadas de avaliação do diafragma; (ii) conceber um protocolo prospetivo para avaliação conjunta do diafragma e músculos locomotores; (iii) avaliar alterações concomitantes na espessura e rigidez estimada do diafragma durante o choque séptico sob ventilação mecânica invasiva; (iv) explorar a evolução temporal da área de secção transversal e da rigidez estimada do reto femoral com elastografia por ondas de cisalhamento (SWE); e (v) ilustrar a utilidade clínica da ultrassonografia através de um caso complexo de miopatia necrotizante autoimune. O presente trabalho, estruturada segundo o modelo escandinavo, integra uma revisão integrativa da literatura, um protocolo de investigação e três estudos originais. A revisão mapeou sete técnicas inovadoras, destacando contributos complementares para avaliação multidimensional do diafragma em termos de movimento, contratibilidade, qualidade tecidular e perfusão. O protocolo monocêntrico prospetivo MUSiShock estabeleceu um enquadramento metodológico para a monitorização simultânea do diafragma e músculos periféricos em choque séptico. O estudo do diafragma identificou trajetórias heterogéneas de espessura, mas um aumento consistente da rigidez estimada, associado de forma independente a parâmetros ventilatórios e balanço hídrico, sugerindo que o módulo de cisalhamento obtido por SWE reflete determinantes estruturais e funcionais da atividade diafragmática. O estudo longitudinal do reto femoral confirmou atrofia precoce e severa e explorou as alterações anisotrópicas na rigidez estimada não captadas pela quantidade de massa muscular. Finalmente, o estudo de caso ilustrou o valor acrescentado da SWE num cenário complexo de falência do desmame ventilatório. Globalmente, esta investigação de doutoramento evidencia o potencial da ultrassonografia, em particular da SWE, como ferramenta multidimensional não-invasiva à beira do leito para avaliar a disfunção muscular em doentes críticos. Ao integrar marcadores estruturais e mecânicos nos domínios respiratório e locomotor, estes estudos contribuem para uma compreensão mais abrangente da fisiopatologia muscular durante a sépsis e a ventilação mecânica.
PALAVRAS-CHAVE: DOENÇA CRÍTICA, CHOQUE SÉPTICO, DISFUNÇÃO DIAFRAGMÁTICA, FRAQUEZA ADQUIRIDA NA UCI, ULTRASSONOGRAFIA, ELASTOGRAFIA POR ONDAS DE CISALHAMENTO, MÚSCULO PERIFÉRICO, ATROFIA MUSCULAR, VENTILAÇÃO MECÂNICA</description>
      <pubDate>Wed, 29 Apr 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/174383</guid>
      <dc:date>2026-04-29T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Study And Analysis Of Biomechanical Parameters Of Human Movement Based On Disability Indicators In Older Adults Through Multifactorial Analysis</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/166529</link>
      <description>Title: Study And Analysis Of Biomechanical Parameters Of Human Movement Based On Disability Indicators In Older Adults Through Multifactorial Analysis
Abstract: Introduction: Age-related decline and functional disability research present several challenges. Main objectives: To identify biomechanical determinants from various functional tasks that characterize the movement of community-dwelling older adults and to distinguish performance between those with and without functional disability. Methods: Two systematic reviews and one scoping review were conducted to: identify disability indicators, and respective assessment instruments (Study I); examine the application of principal component analysis in older adults' movement assessment (Study II); and gather guidelines for the kinematic assessment of older adults (Study III). Four cross-sectional studies assessed 60 community-dwelling older adults, with (n=25) and without (n=35) functional disability while performing gait (Study IV), stair negotiation and floor transitions (Study V), sit-to-stand and stand-to-sit transitions (Study VI), and the timed up and go (Study VII) using an optoelectronic system. Tridimensional lower limb joint positions and angular velocities, center of mass displacement and velocity, and other biomechanical variables were analyzed to develop principal component models. Results: Functional disability can be characterized by handgrip strength, balance, self-reported health status, basic and instrumental activities of daily living (Study I). Factor analysis has been applied to assess spatiotemporal gait parameters (Study II), and guidelines have been established for this assessment (Study III). Studies IV to VII identified key biomechanical domains defining older adults performance, emphasizing hip and knee control, temporal and variability measures, and trunk kinematics. Biomechanical differences between functional disability groups were observed in gait, stand-to-sit, timed up and go and stair negotiation at pace-related parameters, hip control, trunk kinematics and joint velocities. Conclusions: Older adults' biomechanical performance was characterized into domains, revealing structural relationships among variables that also differentiate functional disability.
Description: Introdução: A investigação sobre o declínio relacionado com a idade e a incapacidade funcional enfrenta vários desafios. Objetivos principais: Identificar determinantes biomecânicos de várias tarefas funcionais que caracterizam o movimento dos adultos mais velhos residentes na comunidade e distinguir o desempenho entre aqueles com e sem incapacidade funcional. Métodos: Foram realizadas duas revisões sistemáticas e uma revisão scoping para: identificar indicadores de incapacidade e respetivos instrumentos de avaliação (Estudo I); examinar a aplicação da análise de componentes principais na avaliação do movimento dos adultos mais velhos (Estudo II); e reunir orientações para a avaliação cinemática destes (Estudo III). Quatro estudos transversais avaliaram 60 adultos mais velhos residentes na comunidade, com e sem incapacidade funcional durante a marcha (Estudo IV), a negociação de escadas e as transições com o chão (Estudo V), as transições de sentado para de pé e de pé para sentado (Estudo VI), e o timed up and go (Estudo VII), utilizando um sistema optoelectrónico. As posições tridimensionais das articulações dos membros inferiores e as velocidades angulares, o deslocamento e a velocidade do centro de massa e outras variáveis biomecânicas foram analisadas para desenvolver modelos de componentes principais. Resultados: A incapacidade funcional pode ser caracterizada pela força de preensão manual, equilíbrio, estado de saúde auto reportado, atividades básicas e instrumentais da vida diária (Estudo I). A análise fatorial foi aplicada para avaliar os parâmetros espácio-temporais da marcha (Estudo II), e foram estabelecidas diretrizes para esta avaliação (Estudo III). Os estudos IV a VII identificaram os principais domínios biomecânicos que definem o desempenho dos adultos mais velhos, destacando o controlo da anca e joelho, as medidas temporais e de variabilidade e a cinemática do tronco. Foram observadas diferenças biomecânicas entre os grupos de incapacidade funcional na marcha, na posição de pé para sentado, no timed up and go e na negociação de escadas em parâmetros relacionados com o ritmo, o controlo da anca e a cinemática do tronco e as velocidades angulares. Conclusões: O desempenho biomecânico dos adultos mais velhos foi caracterizado em domínios, revelando relações estruturais entre variáveis que também diferenciam a incapacidade funcional.
PALAVRES-CHAVE: ADULTOS MAIS VELHOS; BIOMECÂNICA; CINEMÁTICA; CINÉTICA; INCAPACIDADE FUNCIONAL</description>
      <pubDate>Thu, 24 Apr 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/166529</guid>
      <dc:date>2025-04-24T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Physical Activity in Chileans with and without Knee and Hip Osteoarthritis in the Post-Pandemic Context</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/171263</link>
      <description>Title: Physical Activity in Chileans with and without Knee and Hip Osteoarthritis in the Post-Pandemic Context
Abstract: The COVID-19 pandemic reduced physical activity levels and increased sedentary lifestyles due to worldwide confinement measures. This situation affected both healthy people and people suffering from chronic non-communicable diseases. However, people suffering from diseases in which mobility is affected, such as Osteoarthritis (OA), could be even more adversely affected by this situation. This thesis investigated physical activity levels in the Chilean context, considering sociodemographic variables and health characteristics in people suffering from OA and comparing healthy subjects with those suffering from this pathology. Four studies were carried out. The first of these articles sought to analyze whether there was a relationship between sociodemographic variables (sex, age, marital status, educational level, socioeconomic level, and type of work) and levels of physical activity (vigorous, moderate, and walking) reported by Chilean adults after the COVID-19 pandemic. Of the four hundred and eighty-six participants, 84 older adults were recruited in the second article, of which 42 had OA of the knee, hip, or both, and the rest were not diagnosed with the disease to compare the level of physical activity and quality of life. Some were part of the third and fourth articles, leaving 80 participants in total to examine whether health antecedents, physical activity, and sedentary behavior explain variations in the intensity of knee and hip osteoarthritis symptoms. Questionnaires were used, and information described in medical records was requested to assess activity levels, degree of severity, diagnosis of OA of the knee, hip, or both and whether it was bilateral or not, as well as the symptomatology of people with OA in terms of physical function, stiffness, and pain. The results suggest that men, younger people, those not cohabiting with a partner, those of lower socioeconomic status, and those working face-to-face performed higher physical activity. No differences were found when comparing physical activity levels between older adults with OA and those without. However, people with OA reported a better quality of life than those with OA. In turn, those with OA reported that their quality of life was better when they walked more. When specifically analyzing the relationship between the health history of hip and knee OA sufferers and their symptoms with physical activity levels in the third and fourth studies, it was found that physical functionality was explained by bilateral involvement, pain level, and OA severity when they performed lower levels of physical activity. Specifically, higher levels of intense, moderate, and walking physical activity and lower levels of sedentary activity mediated the relationship between disease severity, bilaterality, and OA type with pain levels and physical function. On the other hand, stiffness was mainly explained by disease severity, mediated by physical activity and sedentary behavior. Further research is needed to explore the complex interactions between disease history, physical activity, and health outcomes in different populations, although the results of the research that composed this doctoral thesis contribute to the literature on the promotion of physical activity to reduce sedentary behavior in the Chilean population with or without OA in the post-pandemic period.
Description: A pandemia de COVID-19 reduziu os níveis de atividade física e aumentou a incidência de estilos de vida sedentários em resultado das medidas de confinamento a nível mundial. Esta situação afetou tanto as pessoas saudáveis como as que sofrem de doenças crónicas não transmissíveis. No entanto, as pessoas que sofrem de doenças em que a mobilidade é afetada, como a osteoartrite (OA), podem ter sido ainda mais afetadas por esta situação. Esta tese investigou os níveis de atividade física no contexto chileno, considerando variáveis sociodemográficas e caraterísticas de saúde em pessoas que sofrem de OA, comparando indivíduos saudáveis com aqueles que sofrem desta patologia. Foram realizados quatro estudos. O primeiro deles (primeiro artigo) procurou analisar se existia uma relação entre as variáveis sociodemográficas (sexo, idade, estado civil, nível de escolaridade, nível socioeconómico e modo de trabalho) e os níveis de atividade física (vigorosa, moderada e caminhada) reportados por adultos chilenos pós-confinamento devido à pandemia da COVID-19. Dos quatrocentos e oitenta e seis participantes, 84 adultos mais idosos foram recrutados no segundo artigo, dos quais 42 tinham OA do joelho, anca ou ambas e os restantes não tinham diagnóstico da doença, a fim de comparar o nível de atividade física e a qualidade de vida entre pacientes com OA e sujeitos saudáveis. Alguns destes sujeitos fizeram ainda parte do terceiro e quarto artigos, perfazendo 80 participantes no total com o objetivo de examinar se os antecedentes de saúde, a atividade física e o comportamento sedentário explicam variações na intensidade dos sintomas de osteoartrite de joelho e anca. Foram utilizados questionários e solicitada informação dos registos médicos para avaliar os níveis de atividade, o grau de gravidade, o diagnóstico de OA do joelho, da anca ou de ambos e se era bilateral ou não, bem como a sintomatologia das pessoas com OA em termos de função física, rigidez e dor. Os resultados sugerem que os homens, as pessoas mais jovens, as que não coabitam com um parceiro, as que têm um estatuto socioeconómico mais baixo e as que trabalham presencialmente praticam níveis mais elevados de atividade física. Ao comparar os níveis de atividade física entre idosos com e sem OA, não foram encontradas diferenças. No entanto, as pessoas com OA relataram uma melhor qualidade de vida do que as pessoas com OA. Por sua vez, as pessoas com OA referiram que a sua qualidade de vida era melhor quando caminhavam mais. Ao analisar especificamente a relação entre o historial de saúde dos doentes com OA da anca e do joelho e os seus sintomas com os níveis de atividade física no terceiro e quarto estudos, verificou-se que a funcionalidade física era explicada pelo envolvimento bilateral, pelo nível de dor e pela gravidade da OA quando tinham níveis mais baixos de atividade física. Especificamente, níveis mais elevados de atividade física intensa, moderada e de caminhada, juntamente com níveis mais baixos de atividade sedentária, mediaram a relação entre a gravidade da doença, a bilateralidade e o tipo de OA com os níveis de dor e a função física. A rigidez foi explicada principalmente pela gravidade da doença, mediada pela atividade física e pelo comportamento sedentário. É necessária mais investigação para explorar as interações complexas entre a história da doença, a atividade física e os resultados de saúde em diferentes populações, embora os resultados da investigação que compôs esta tese de doutoramento contribuam para o estado atual do conhecimento sobre a promoção da atividade física para reduzir o comportamento sedentário na população chilena com e sem OA no período pós-pandémico.
Palavras-chave: Pandemia Covid-19, Osteoartrite, Atividade física, Estilo de vida sedentário, Dor, funcionamento físico, rigidez.</description>
      <pubDate>Fri, 07 Nov 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/171263</guid>
      <dc:date>2025-11-07T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Cardiac Manifestations of Systemic Sclerosis: Unraveling the Role of Exercise Tests in Diagnosis and Staging</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/173615</link>
      <description>Title: Cardiac Manifestations of Systemic Sclerosis: Unraveling the Role of Exercise Tests in Diagnosis and Staging
Abstract: Background: 
Systemic sclerosis (SSc) is a autoimmune connective tissue disease characterized by immune-mediated vascular injury and progressive fibrosis affecting multiple organs, including the lungs and heart. Cardiopulmonary complications, particularly pulmonary arterial hypertension (PAH) and primary cardiac involvement, represent leading causes of morbidity and mortality. Early detection remains challenging due to the subclinical onset and overlapping symptomatology of these entities. Functional exercise testing, including the six-minute walk distance (6MWD) and cardiopulmonary exercise testing (CPET), has emerged as a valuable non-invasive tool for assessing cardiopulmonary involvement, stratifying risk, and guiding diagnostic decision-making in SSc.
Methods: 
This work integrates a comprehensive review of the epidemiological, etiopathogenic, and clinical aspects of cardiopulmonary involvement in SSc, with a focus on SSc-associated PAH and primary cardiac disease, alongside analysis of recent clinical data. Three observational studies were considered:
(1) a cross-sectional study evaluating the diagnostic performance of CPET in excluding PAH among SSc patients referred for right heart catheterization (RHC);
(2) a prospective study assessing the prevalence and clinical correlates of heart failure (HF) stages in SSc patients without PAH, emphasizing the role of CPET and 6MWD in functional evaluation; and
(3) a cross-sectional study evaluating the ability of myocardial work to detect subclinical cardiac dysfunction and its association with functional capacity markers
Results: PAH was diagnosed in approximately 26% of SSc patients referred for suspected disease. CPET variables, namely peak volume of oxygen (VO₂), minute ventilation to carbon dioxide production (VE/VCO₂) slope, and partial pressure of end-tidal carbon dioxide (PetCO₂), differentiated PAH from non-PAH patients with high diagnostic accuracy (area under the curve (AUC) ≥ 0.80). Thresholds of peak VO₂ ≤ 16 mL/kg/min, VE/VCO₂ slope ≥ 33, and PetCO₂ ≤ 33 mmHg demonstrated 100% specificity for excluding PAH, potentially reducing the need for invasive RHC in up to 40% of patients.
In the second study, nearly half of the SSc cohort without PAH presented preclinical HF stages (A/B), while 38% exhibited symptomatic HF (stage C). Advanced HF stages correlated with older age, greater systemic disease burden, and echocardiographic evidence of diastolic dysfunction (increased E/e′ ratio, enlarged left atrium). Both 6MWD and CPET parameters (reduced peak VO₂, elevated VE/VCO₂ slope) showed strong associations with HF severity and functional limitation, highlighting their utility in early detection and risk stratification. In the third study, the global work index (GWI) shows a positive correlation with %VO2 predicted (r=0.38, p=0.026), ventilatory threshold (r=0.43, p=0.04), PETCO2 peak (r=0.45, p=0.006), and a negative correlation with VO/VCO2 peak (r=-0.4, p=0.016). Global constructive work (GCW) presented a positive correlation with VT (r=0.42, p=0.044), and PETCO2 peak (r=0.46, p=0.006), and a negative correlation with VO/VCO2 peak (r=-0.44, p=0.007). 6MWD only correlates with EF (r=-0.34, p=0.033).
Conclusions:
PAH and primary cardiac involvement are often overlapping cardiovascular manifestations of SSc. Functional exercise testing provides critical insight into the integrated cardiopulmonary response, enabling earlier recognition of subclinical disease and more accurate staging of established dysfunction. CPET demonstrates usefulness in distinguishing PAH and other causes of dyspnea, as well as in deciding whether to proceed with invasive testing, while 6MWD remains a practical and reproducible measure of functional capacity and prognosis. Preclinical and symptomatic HF has been shown to be very prevalent in SSc patients. HF staging was linked to disease severity, age, and cardiovascular risk factors, while functional capacity tests (6MWT and CPET) serve as tools for HF risk stratification. GWI and GCW stood out as sensitive markers of early myocardial dysfunction in SSc patients with cardiac disease and PAH. Myocardial work indices correlate modestly with exercise performance parameters, highlighting the multifactorial nature of functional limitation in this population. These findings highlight the critical need for comprehensive cardiovascular assessment and targeted management strategies to mitigate HF progression in SSc patients.
Description: Contexto: 
A esclerose sistémica (ES) é uma doença autoimune do tecido conjuntivo, caracterizada por lesão vascular mediada pelo sistema imunitário e fibrose progressiva que afeta múltiplos órgãos, incluindo os pulmões e o coração. As complicações cardiopulmonares, particularmente a hipertensão arterial pulmonar (HAP) e o envolvimento cardíaco primário, constituem as principais causas de morbilidade e mortalidade. A deteção precoce permanece desafiante devido ao início subclínico e à sobreposição de sintomatologia entre estas entidades. Os testes funcionais de exercício, incluindo a prova de marcha de 6 minutos (PM6M) e a prova de esforço cardiopulmonar (PECP), emergiram como ferramentas não invasivas valiosas para avaliar o envolvimento cardiopulmonar, estratificar o risco e orientar a tomada de decisões diagnósticas na ES.
Métodos: 
Este trabalho integra uma revisão abrangente dos aspetos epidemiológicos, etiopatogénicos e clínicos do envolvimento cardiopulmonar na ES, com foco na HAP associada à ES e na doença cardíaca primária, juntamente com a análise de dados clínicos recentes. Foram considerados dois estudos observacionais:
1. Um estudo transversal que avaliou o desempenho diagnóstico da PECP na exclusão de HAP entre doentes com ES referenciados para cateterismo cardíaco direito (CCD); 
2. Um estudo prospetivo que analisou a prevalência e os correlatos clínicos dos diferentes estádios de insuficiência cardíaca (IC) em doentes com ES sem HAP, destacando o papel da PECP e da PM6M na avaliação funcional; e
3. Um estudo transversal que avaliou o desempenho do trabalho miocárdio em detetar disfunção cardíaca subclínica, e a sua associação com marcadores de capacidade funcional.
Resultados: A HAP foi diagnosticada em aproximadamente 26% dos doentes com ES referenciados por suspeita da doença. As variáveis da PECP, nomeadamente o consumo máximo de oxigénio (VO₂ pico), a inclinação da ventilação-minuto em relação à produção de dióxido de carbono (relação VE/VCO₂) e a pressão parcial de dióxido de carbono no final da expiração (PetCO₂), distinguiram doentes com e sem HAP com elevada precisão diagnóstica (área sob a curva (AUC) ≥ 0,80). Os limiares de VO₂ pico ≤ 16 mL/kg/min, relação VE/VCO₂ ≥ 33 e PetCO₂ ≤ 33 mmHg demonstraram 100% de especificidade para a exclusão de HAP, podendo reduzir a necessidade de CCD invasivo em até 40% dos doentes. No segundo estudo, cerca de metade da coorte de doentes com ES sem HAP apresentou estádios pré-clínicos de IC (A/B), enquanto 38% exibiram IC sintomática (estádio C). Os estádios mais avançados de IC correlacionaram-se com idade mais avançada, maior carga de doença sistémica e evidência ecocardiográfica de disfunção diastólica (aumento da relação E/e′ e dilatação da aurícula esquerda). Tanto a PM6M como os parâmetros da PECP (redução do VO₂ pico, aumento da relação VE/VCO₂) mostraram associações significativas com a gravidade da IC e com a limitação funcional, sublinhando a sua utilidade na deteção precoce e na estratificação do risco. No terceiro estudo, o índice global de trabalho (GWI) apresentou uma correlação positiva com o %VO₂ previsto (r=0,38; p=0,026), o limiar ventilatório (r=0,43; p=0,04) e o PETCO₂ no pico (r=0,45; p=0,006), bem como uma correlação negativa com o VO2/VCO₂ no pico (r=-0,40; p=0,016). O trabalho construtivo global (GCW) revelou uma correlação positiva com o limiar ventilatório (r=0,42; p=0,044) e com o PETCO₂ no pico (r=0,46; p=0,006), e uma correlação negativa com o VO/VCO₂ no pico (r=-0,44; p=0,007). A distância percorrida no teste dos seis minutos (6MWD) apresentou correlação apenas com a fração de ejeção (FE) (r=-0,34; p=0,033).
Conclusões: 
A HAP e o envolvimento cardíaco primário constituem manifestações cardiovasculares frequentemente sobrepostas da ES. Os testes funcionais de exercício fornecem informações cruciais sobre a resposta cardiopulmonar integrada, permitindo o reconhecimento precoce de doença subclínica e uma caracterização mais precisa da disfunção estabelecida. A PECP demonstra utilidade na distinção entre HAP e outras causas de dispneia, bem como na decisão de se avançar para testes invasivos, enquanto a PM6M permanece uma medida prática e reprodutível da capacidade funcional e do prognóstico. A insuficiência cardíaca (IC) pré-clínica e sintomática revelou-se muito prevalente em doentes com SSc. A classificação da IC mostrou estar associada à gravidade da doença, à idade e aos fatores de risco cardiovascular, enquanto os testes de capacidade funcional (PM6M e PECP) apresentam-se como ferramentas para a estratificação do risco de IC. O índice global de trabalho (GWI) e o trabalho construtivo global (GCW) destacaram-se como marcadores sensíveis de disfunção miocárdica precoce em doentes com SSc com envolvimento cardíaco e HAP. Os índices de trabalho miocárdico apresentaram correlações modestas com os parâmetros de desempenho ao exercício, refletindo a natureza multifatorial da limitação funcional nesta população. Estes achados salientam a necessidade crítica de uma avaliação cardiovascular abrangente e de estratégias de gestão direcionadas para mitigar a progressão da IC em doentes com ES.
Palavras-chave: ESCLEROSE SISTEMICA; INSUFICIENCIA CARDIACA; HIPERTENSAO ARTERIAL PULMONAR, TESTE DE ESFORÇO CARDIOPULMONAR, PROVA DE MARCHA DE 6 MINUTOS</description>
      <pubDate>Wed, 25 Feb 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/173615</guid>
      <dc:date>2026-02-25T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Para além do indivíduo: uma abordagem socioecológica ao comportamento na atividade física</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/169970</link>
      <description>Title: Para além do indivíduo: uma abordagem socioecológica ao comportamento na atividade física
Abstract: The practice of physical activity (PA) has been the central topic of numerous debates over the last few decades, with special attention given to the low levels of these practices around the world. The present investigation aims to analyze variations in levels of recreational PA in territories with different population densities in Portugal and analyze how the levels of the socioecological model influence these practices in both geographic contexts. More
specifically, an essay and four qualitative and quantitative studies were developed, which respond to a set of specific objectives: (1) to promote a reflection on PA and sports practice in the current context in Portugal, taking into account the main benefits of PA; (2) to identify the priority policies and investments in sports planning in a municipality in northeastern Portugal, as well as the conceptions and difficulties of local representatives regarding the
importance of sport; (3) to analyze how intrapersonal and interpersonal motivational factors influence compliance with weekly PA recommendations, with special attention to the sociocultural specificities of the population of northeastern Portugal; (4) to analyze how individual factors, types of social support and population density interact and influence the practice of recreational PA, with the aim of developing contextualized interventions for its promotion; and (5) analyze how environmental perceptions, access to facilities, household resources, climate conditions and gender influence recreational PA in high and low density
areas in Portugal. The results showed that individual factors, social support, population density, climate perception, and access to sports infrastructure are predictors of PA levels. These findings reinforce the importance of developing personalized interventions tailored to each geographic context to effectively promote increased PA levels and consequent community health indicators.
Description: A prática de atividade física (AF) tem sido o tema central de inúmeros debates ao longo das últimas décadas, tendo sido dada especial atenção aos baixos níveis destas práticas em todo o mundo. A presente investigação tem como objetivos analisar as variações nos níveis de AF recreativa em territórios com diferentes densidades populacionais em Portugal e analisar como os níveis do modelo socioecológico influenciam essas práticas em ambos os contextos
geográficos. Mais especificamente foram desenvolvidos um ensaio e quatro estudos de natureza qualitativa e quantitativa, que respondem a um conjunto de objetivos específicos: (1) promover uma reflexão acerca da AF e da prática desportiva no contexto atual em Portugal, tendo em atenção os principaisbenefícios da AF; (2) identificar as políticas e investimentos prioritários do
planeamento desportivo num município do nordeste de Portugal, bem como as conceções e dificuldades dos representantes autárquicos sobre a importância do desporto; (3) analisar de que forma os fatores motivacionais intrapessoais e interpessoais influenciam o cumprimento das recomendações semanais de AF, com especial atenção às especificidades socioculturais da população do nordeste de Portugal; (4) analisar como fatores individuais, tipos de apoio social
e a densidade populacional interagem e influenciam a prática de AF recreativa, com o intuito de desenvolver intervenções contextualizadas para a sua promoção; e (5) analisar como as perceções ambientais, o acesso às instalações, os recursos domésticos, as condições climáticas e o sexo influenciam a AF recreativas em áreas de alta e baixa densidade em Portugal.
Os resultados evidenciaram que fatores individuais, o apoio social, a densidade populacional, a perceção do clima e o acesso a infraestruturas desportivas são preditores dos níveis de prática de AF. Estes achados reforçam a importância de desenvolver intervenções personalizadas e ajustadas a cada contexto geográfico, de forma a promover eficazmente o aumento dos níveis de AF e consequentes indicadores de saúde das comunidades.</description>
      <pubDate>Sat, 18 Oct 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/169970</guid>
      <dc:date>2025-10-18T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>PESSOA IDOSA, URBANISMO E ATIVIDADE FÍSICA Aspectos urbanos da cidade de Manaus e sua influência na prática de atividade física. Uma análise a partir do Guia das Cidades Amigas da Pessoa Idosa da OMS</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/169475</link>
      <description>Title: PESSOA IDOSA, URBANISMO E ATIVIDADE FÍSICA Aspectos urbanos da cidade de Manaus e sua influência na prática de atividade física. Uma análise a partir do Guia das Cidades Amigas da Pessoa Idosa da OMS
Abstract: Since the advent of the industrial revolution, a considerable portion of the world's population has migrated from the countryside to live in cities. However, today this process - urbanization - has received a new catalyst, leading to the booming growth of cities. In addition to the intense process of urbanization, the world's population is experiencing an exponential process of ageing. Data from the WHO (2009) states that in the year 2000 the population of elderly people in the world was 600 million and that by the year 2050 this population will reach approximately 2 billion. At the same time, the city of Manaus, Brazil is experiencing the repercussions of this situation. Its general population has grown tremendously, from one million to more than two million people in the last three decades alone, generating a huge demand for infrastructure and services. Respectively, its population aged over 60, which currently stands at approximately 215,000 people, could reach 500,000 in just over a decade (IBGE, 2010; 2023). In parallel with this context, societies are showing increasingly sedentary behavior, while science is giving greater prominence to the regular practice of physical activity as a predictor of physical and mental health. Thus, due to the scarcity of studies exploring this theme, there is an urgent need for research that addresses the issue of urbanism, human ageing and the practice of physical activity. The WHO (2009) has developed the "Age-Friendly Cities" project which, together with the concept of "active ageing", aims to provide older people with an ageing process linked to dignity and well-being, based on intense social involvement, resulting from an improvement in the infrastructure and services provided by cities. In this sense, the primary objective of this research was to analyze the influence of the urban aspects of the city of Manaus as agents that facilitate or hinder the practice of physical activities by the elderly, as well as to verify how the city of Manaus fits into the WHO perspective, with regard to the concept of "Friendly Cities for the Elderly". In order to shed light on the challenges posed by this research, a field study was carried out using a methodology based on the qualitative paradigm, with an interpretative and essentially exploratory nature. The instruments used to find the status quo were participant observation, focus group discussions and field diaries. The information emerging from the perceptions of the research subjects was examined using content analysis, discourse analysis and a hermeneutic process. The results point to various factors and urban aspects that have a positive influence, while other aspects have a negative influence on the practice of physical activity. Consequently, the city of Manaus presents a certain paradox, as its urban aspects partly facilitate and can be considered friendly, while others hinder the practice of physical activities and cannot be considered friendly to older people. The knowledge that emerges from this study contributes to a better understanding of the problem and the adequacy of infrastructure and services, as well as the development of public policies aimed at the needs of the elderly, and at encouraging the practice of physical activity.
Keywords: PHYSICAL ACTIVITY, URBANISM, ACTIVE AGING, MANAUS.
Description: Desde o advento da revolução industrial uma considerável porção da população mundial migra do campo e passa a viver em cidades. Entretanto, hodiernamente esse processo - urbanização - recebeu nova catalisação levando ao pujante crescimento das cidades. Além do intenso processo de urbanização a população mundial vive um exponencial processo de envelhecimento. Dados da OMS (2009) afirmam que nos anos 2000 a população, de Pessoas idosas no mundo, era de 600 milhões e que no ano de 2050 tal população chegará a aproximadamente 2 bilhões. Concomitantemente, a cidade de Manaus, Brasil vive os reflexos de tal conjuntura, sua população geral apresentou um extraordinário crescimento, passando de um milhão para mais de dois milhões de pessoas só nas últimas três décadas, gerando uma flagelante exigência por infraestrutura e serviços. Respectivamente, sua população, apresentando idade superior a 60 anos, que hoje é de aproximadamente 215 mil pessoas, poderá atingir o número de 500 mil, em um pouco mais de uma década (IBGE, 2010; 2023). Paralelamente a esse contexto, as sociedades estão a apresentar um comportamento cada vez mais sedentário fisicamente, em contrapartida a cada dia a ciência tem atribuído um maior protagonismo à prática regular de atividades físicas como preditor para a saúde física e mental. Assim, devido à escassez de estudos a explorarem tal temática, urge a necessidade de pesquisas que contemplem a temática urbanismo, envelhecimento humano e prática de atividades físicas. A OMS (2009) desenvolveu o projeto "Cidades Amigas da Pessoa Idosa" que juntamente com o conceito de "envelhecimento ativo" visam propiciar às pessoas idosas um processo de envelhecimento atrelado à dignidade e bem-estar a partir de um intenso envolvimento social, advindo de um aprimoramento da infraestrutura e serviços dispostos pelas cidades. Nesse sentido, emergiu como objetivo primário desta pesquisa: Analisar a influência dos aspectos urbanos da cidade de Manaus como agentes que facilitam ou que dificultam a prática de atividades físicas pela Pessoa idosa, bem como verificar como se enquadra a cidade de Manaus ante a perspectiva da OMS, no que se refere ao conceito de "Cidades Amigas da Pessoa Idosa". No sentido de aclarar os desafios determinados por essa investigação, empregou-se um estudo de campo com uma metodologia assente no paradigma qualitativo, de cariz interpretativo, essencialmente exploratório. A panóplia instrumental elencada para a busca do status quo foram a observação participante, as discussões em grupo/focus group e o diário de campo. As informações emergentes das percepções dos sujeitos da pesquisa foram examinadas por meio de uma análise de conteúdo, análise do discurso e por meio de um processo hermenêutico. Os resultados apontam diversos fatores e aspectos urbanos que influenciam positivamente, ao passo que outros aspectos influenciam negativamente a prática de atividades físicas. Consequentemente a cidade de Manaus apresenta um certo paradoxo, pois seus aspectos urbanos, em parte, facilitam e podem ser considerados amigáveis, à proporção que outros dificultam a prática de atividades físicas e não podem ser considerados amigos das Pessoas idosas. O conhecimento que emerge deste estudo vem contribuir para um melhor entendimento da problemática e adequação de infraestrutura e serviços, bem como o desenvolvimento de políticas públicas voltadas às necessidades das Pessoas idosas, assim como para o estímulo à prática da atividade física.</description>
      <pubDate>Tue, 23 Sep 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/169475</guid>
      <dc:date>2025-09-23T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Efeitos de um programa de exercícios físicos multimodais no desempenho motor e na aptidão física de crianças brasileiras de 7 a 10 anos de idade, com e sem provável Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, pertencentes à área rural de baixos recursos</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/168998</link>
      <description>Title: Efeitos de um programa de exercícios físicos multimodais no desempenho motor e na aptidão física de crianças brasileiras de 7 a 10 anos de idade, com e sem provável Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, pertencentes à área rural de baixos recursos
Abstract: Developmental Coordination Disorder (DCD) affects between 5% and 6% of school-aged children, which in turn has implications for physical fitness (PF) components. Knowledge on this subject is scarce, especially with regard to children from low-income rural areas.The main objective of this thesis was to evaluate the effects of 12 sessions of a multimodal physical exercise program on motor performance and the components of PF related to Motor Skills (MS) for Brazilian children aged 7 to 10 years, with and without probable DCD (pDCD), from a low-resource rural area. Thirty-five children (15 boys), aged between 7 and 10 years (8.46±1.26), were assessed using the Movement Assessment Battery for Children second edition (MABC-2) band 2; Performance Fitness (PERF-FIT) batteries; and the questionnaires, Children's Sleep Habits Questionnaire (CSHQ-PT) and Developmental Coordination Disorder Questionnaire (DCD-Q). This thesis includes four studies: (i) a Systematic Review to better understand the tools used to assess PF in children with pDCD and DCD compared to typically developing (TD) children, as well as the feasibility of their use in low-income contexts; (ii) a 12-session protocol with multimodal exercises for children with and without pDCD; (iii) an analyses of the effects of a multimodal exercise protocol on MS and PF components related to MS; (iv) an exploratory study of the relationships between pDCD and the sleep habits of children from rural and low-income areas. As results: (i) the systematic review included 21 articles, which highlighted cardiovascular fitness as the most frequently assessed PF component, with the shuttle run being the most commonly used tool; (ii) the intervention study, which involved 24 children, showed significant improvements (p&lt;0.05) in the comparisons between pre- and post-intervention in 10 out of 13 variables from PERF-FIT and in all variables from MABC-2, considering the total sample of the study. Considering the two groups (pDCD and TD), significant differences (p&lt;0.05) were observed in favor of the TD group in two variables from PERF-FIT (Agility Ladder Stepping and Hops-Right Leg) and in all MABC-2 variables in favor of the pDCD group. (iii) the pDCD group presented a higher frequency of inadequate sleep habits compared to the TD group, with higher values being observed for the pDCD group, particularly in the subscales "Resistance to Going to Bed" and "Sleep Anxiety," where significant differences (p&lt;0.05) were found between the two groups (pDCD and TD). Based on the systematic review study, we conclude that although the shuttle run emerges as the most commonly used tool to assess cardiorespiratory fitness, the six-minute walk test is more feasible for low-resource contexts. Original studies suggest that pDCD seems to be reduced with intervention, even in short-term, what makes us interpretate that the low levels of MS and PF may be related to social and cultural strata from the sample. We emphasize the importance of creating intervention strategies to promote healthy growth and development, as well the needing of regular PE Classes.
Keywords: MABC-2, Physical Fitness, Motor Skills, PERF-FIT, Sleep, Children
Description: O Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) afeta entre 5% e 6% das crianças em idade escolar, que por sua vez, tem implicações sobre os componentes da aptidão física (AptF). O conhecimento sobre esta matéria é escasso, sobretudo no que se refere às crianças pertencentes a áreas rurais de baixos recursos. O objetivo principal desta tese foi avaliar os efeitos de 12 sessões de um programa de exercícios físicos multimodais no desempenho motor e nos componentes da AptF relacionada às Habilidades Motoras (HM) para crianças brasileiras, de 7 a 10 anos de idade, com e sem provável TDC (pTDC), pertencentes à área rural de baixos recursos. Foram avaliadas 35 crianças (15 meninos), com idades entre 7 e 10 anos (8,46±1,26) com as baterias de teste Movement Assessment Battery for Chidren second edition (MABC-2) banda 2; Performance Fitness (PERF-FIT); e os questionários, Children's Sleep Habits Questionnaire (CSHQ-PT) e Developmental Coordination Desorder Questionnaire (DCD-Q). A tese inclui quatro estudos: (i) uma Revisão Sistemática para entender melhor sobre as ferramentas que avaliam AptF de crianças com pTDC e com TDC comparadas às crianças com desenvolvimento típico (DT), bem como a viabilidade do uso em contexto de baixa renda; um estudo (ii) um protocolo de 12 sessões com exercícios multimodais para crianças com e sem pTDC; (iii) uma avaliação dos efeitos dos exercícios multimodais nas HM e nos componentes da AptF relacionada às HM; (iv) um estudo exploratório das relações entre o pTDC e os hábitos de sono de crianças pertencentes à área rural e de baixos recursos. Como resultados, (i) a revisão sistemática incluiu 21 artigos, onde se destacaram como o componente da AptF mais frequentemente avaliado, a aptidão cardiopulmonar e a ferramenta mais usada, o shutlle run; (ii) o estudo de intervenção, onde participaram 24 crianças foi observado melhorias significativas (p&lt;0,05) nas comparações entre os momentos pré e pós-intervenção em 10 das 13 variáveis do PERF-FIT e em todas as variáveis da MABC-2, considerando a amostra total do estudo. Considerando os grupos (pTDC e DT), foram observadas diferenças significativas (p&lt;0,05) a favor do grupo DT em duas variáveis do PERF-FIT (Agility Ladder Stepping e Hops-Right Leg) e em todas as variáveis da MABC-2 no grupo com pTDC; (iii) o grupo com pTDC apresentou uma frequência maior de hábitos de sono inadequados, comparado ao grupo com DT, ou seja, valores maiores foram observados para o grupo com pTDC, sobretudo nas subescalas" Resistência em ir para a cama" e "Ansiedade do sono", onde as diferenças foram significativas (p&lt;0,05) entre os dois grupos (pTDC e TD). Com base no estudo de revisão sistemática, concluímos que, apesar do teste shuttle run se evidenciar como a ferramenta mais utilizada para avaliar a aptidão cardiorrespiratória, o teste de caminhada de seis minutos é mais viável para contextos de poucos recursos. Os estudos originais sugerem que o pTDC parece ser reduzido com intervenção, ainda que de curta duração, o que nos leva a interpretar que os baixos níveis apresentados de HM e de AptF podem estar relacionados com os extratos sociais e culturais da amostra. Ressaltamos a importância de se criarem estratégias de intervenção para a promoção de um crescimento e desenvolvimento saudáveis, bem como a necessidade das aulas regulares de Educação Física.</description>
      <pubDate>Mon, 07 Jul 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/168998</guid>
      <dc:date>2025-07-07T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Breathing mechanics at different exercise intensity domains</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/167167</link>
      <description>Title: Breathing mechanics at different exercise intensity domains
Abstract: Understanding how the changes in breathing mechanics with exercise are reflected in biophysical responses is essential to interpret sports performance. It was implemented an intermittent incremental protocol until exhaustion according to the exercise mode: (i) in swimming, 200 m steps with 0.05 m∙s-1 velocity increments were performed on an indoor 25 m swimming pool, (ii) in running, 800 m steps with 1 km∙h-1 velocity increments were performed on an outdoor track field and (iii) in cycling, 3 min steps with 25 W increments were performed on a smart trainer system. All the steps were separated by 30 s passive rest intervals. In some studies, a 100 m, 400 m and 1 min maximal bouts were added at the end of the protocol (respectively). Results pointed out the repeatability of the most frequently assessed ventilatory, metabolic and biomechanical variables during the incremental protocol, well characterizing the swimmers physiological condition at the evaluation moment. When using a respiratory snorkel, especially at higher intensities, swimmers seem to adopt a different breathing pattern, losing the imposed synchronization with stroke rate (due to face immersion and restricted ventilation). Given the advantages of assessing oxygen uptake through backward extrapolation and the analysis of its off-transient kinetics, the development and validation of VO2FITTING (an open-source software to characterize oxygen uptake kinetics during continuous exercise) for post-exercise data was conducted. Regarding the bioenergetic profiles, the aerobic and anaerobic metabolisms have different behaviours and relative contributions along the velocities in the three exercise modes. When considering low to extreme velocities, exercise economy is better described by an exponential model. With the increase in intensity and energy demand, there is a constant adaptation of physiological responses and technical patterns, reflecting the close interaction between these mechanisms. In the three exercise modes, the ventilation rise along the intensities seems to be mainly caused by increases in respiratory frequency, while tidal volume was maintained. This analysis allowed a deeper understanding of performance depending on the intensity, improving training evaluation and prescription.
Description: Perceber de que forma as alterações nos mecanismos respiratórios com o exercício são refletidas nas respostas biofísicas é essencial para a interpretação da performance desportiva. As avaliações basearam-se num protocolo incremental intermitente até à exaustão, adaptado a cada modalidade, realizando-se (i) na natação, patamares de 200 m e incrementos de velocidade de 0.05 m∙s-1, numa piscina de 25 m, (ii) na corrida, patamares de 800 m e incrementos de velocidade de 1 km∙h-1 na pista e (iii) no ciclismo, patamares de 1 min e incrementos de potência de 25 W num rolo de treino. O intervalo entre patamares foi de 30 s. Para alguns estudos, uma repetição máxima de 100 m, 400 m e 1 min foi incluída no final do protocolo (respetivamente). Os resultados evidenciaram a repetibilidade das variáveis ventilatórias, metabólicas e biomecânicas mais avaliadas, caracterizando corretamente os sujeitos no momento da avaliação. Quando o snorkel respiratório é usado, os nadadores adotam um padrão respiratório diferente, perdendo a sincronização imposta com a frequência gestual (devido à posição horizontal e ventilação restrita), sobretudo a intensidades mais altas. Dado as vantagens de avaliar o consumo de oxigénio através da retroextrapolação e análise da cinética da curva de recuperação, o VO2FITTING (software gratuito para a caracterização da cinética da curva de consumo de oxigénio durante exercício contínuo) foi desenvolvido e validado para dados pós-exercício. Quanto aos perfis bioenergéticos, os metabolismos aeróbio e anaeróbio têm diferentes comportamentos e contribuições relativas ao longo do espectro de velocidades estudadas, nas três modalidades. Quando se consideram velocidades baixas a máximas, a economia de exercício é melhor descrita por um modelo exponencial. Com o aumento da intensidade e demanda energética, há uma adaptação constante das respostas fisiológicas e padrões técnicos, refletindo a interação entre estes mecanismos. Nas três modalidades, o aumento da ventilação parece ser causado pelo aumento da frequência respiratória, enquanto o volume corrente é mantido. Esta análise permitiu um conhecimento mais aprofundado da performance dependendo da intensidade melhorando a avaliação e prescrição do treino.
Palavras-chave: respostas ventilatórias, consumo de oxigénio, lactato sanguíneo, bioenergética, modalidades cíclicas</description>
      <pubDate>Wed, 18 Jun 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/167167</guid>
      <dc:date>2025-06-18T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Effects of Strength Training on Body Composition, Physical Fitness, and Quality of Life in Older Adults with Treatment Naïve Chronic Lymphocytic Leukemia</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/169623</link>
      <description>Title: Effects of Strength Training on Body Composition, Physical Fitness, and Quality of Life in Older Adults with Treatment Naïve Chronic Lymphocytic Leukemia
Abstract: Chronic Lymphocytic Leukemia (CLL) is the most prevalent leukemia among adults in Western countries, with patients often experiencing compromised physical fitness, immune dysfunction, and reduced health-related quality of life (HRQOL). Despite growing interest in exercise as an adjunct therapy, research on structured physical activity interventions in CLL remains limited. This dissertation aggregates findings from five studies exploring the effects of physical exercise on CLL patients, focusing on physical fitness, immune markers, and HRQOL outcomes.
A systematic review (study 1) assessed the impact of exercise on CLL patients, identifying six studies (n=323) that primarily investigated cardiovascular and resistance training interventions. The findings underscored significant improvements in physical fitness and immune parameters, though variability in study designs limited conclusive recommendations, and identified the strengthbased resistance training understudied gap among literature. The ADRENALINE pilot study (study 2) further explored baseline activity levels, functional capacity, and immune markers in treatment-naïve CLL patients, revealing suboptimal cardiovascular fitness and a high prevalence of sedentary behavior despite selfreported functional competence. Notably, moderate-to-vigorous physical activity correlated positively with muscle strength and lean mass, suggesting a potential role for targeted exercise interventions in mitigating disease-related deterioration.
To address the need for structured interventions, study 3 evaluated the effects of a 16-week individualized strength-based resistance training program on HRQOL in CLL patients. Results demonstrated significant improvements in functional well being and physical functioning, with promising trends in overall quality of life. Similarly, study 4 and 5 examined the feasibility and efficacy of a strength-based resistance training protocol, reporting large effect sizes for muscle strength gains and reductions in body fat percentage and neutrophil count, indicating potential immunomodulatory benefits.
Together, these studies highlight the feasibility and potential benefits of structured exercise interventions in CLL patients, particularly with a strength based resistance training approach. Findings emphasize the need for larger, long-term trials to establish evidence-based exercise guidelines, optimize patient outcomes, and explore mechanistic links between physical activity and disease progression. This research contributes to the growing body of evidence supporting exercise as an integral component of supportive care in CLL management.
Description: A Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) é a forma mais prevalente de leucemia em adultos nos países ocidentais, com os doentes frequentemente a apresentarem comprometimento da aptidão física, disfunção imunológica e redução da qualidade de vida relacionada com a saúde (HRQOL). Apesar do crescente interesse no exercício como terapia adjuvante, a investigação sobre intervenções estruturadas de atividade física na LLC continua limitada. Esta dissertação agrega os resultados de cinco estudos que exploram os efeitos do exercício físico em doentes com LLC, com foco na aptidão física, nos marcadores imunológicos e nos desfechos de HRQOL.
Uma revisão sistemática (artigo 1) avaliou o impacto do exercício em doentes com LLC, identificando seis estudos (n=323) que investigaram principalmente intervenções baseadas em treino cardiovascular e treino de resistência muscular. Os resultados evidenciaram melhorias significativas na aptidão física e nos parâmetros imunológicos, embora a variabilidade nos desenhos dos estudos tenha limitado recomendações conclusivas, e identificaram uma lacuna na literatura quanto ao estudo do treino de força. O estudo piloto ADRENALINE (artigo 2) explorou os níveis de atividade basal, a capacidade funcional e os marcadores imunológicos em doentes com LLC não submetidos a tratamento, revelando uma aptidão cardiovascular sub-ótima e uma elevada prevalência de comportamento sedentário, apesar de uma perceção positiva da função física. Notavelmente, a atividade física moderada a vigorosa correlacionou-se positivamente com a força muscular e a massa magra, sugerindo um papel potencial para intervenções de exercício direcionadas na mitigação da deterioração associada à doença.
Para responder à necessidade de intervenções estruturadas, o artigo 3 avaliou os efeitos de um programa individualizado de 16 semanas de treino de resistência muscular baseado na força sobre a HRQOL em doentes com LLC. Os resultados demonstraram melhorias significativas no bem-estar funcional e na capacidade física, com tendências promissoras na qualidade de vida geral. De forma semelhante, o artigo 4 e 5 examinou a viabilidade e a eficácia de um protocolo de treino de resistência muscular baseado na força, reportando elevados tamanhos de efeito para os ganhos de força muscular e reduções na percentagem de gordura corporal e na contagem de neutrófilos, indicando potenciais benefícios imunomodeladores.
Em conjunto, estes estudos destacam a viabilidade e os potenciais benefícios das intervenções estruturadas de exercício em doentes com LLC, particularmente com uma abordagem de treino de resistência muscular baseado na força. Os resultados reforçam a necessidade de ensaios de maior dimensão e longa duração para estabelecer diretrizes baseadas em evidência, otimizar osdesfechos dos doentes e explorar as ligações mecanísticas entre a atividade física e a progressão da doença. Esta investigação contribui para o crescente corpo de evidência que apoia o exercício como um componente integral dos cuidados de suporte na gestão da LLC.
PALAVRAS-CHAVE: ATIVIDADE FÍSICA, EXERCÍCIO, TREINO RESISTÊNCIA, QUALIDADE DE VIDA, LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÓNICA, ONCOLOGIA.</description>
      <pubDate>Mon, 29 Sep 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/169623</guid>
      <dc:date>2025-09-29T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Energetics, kinematics and active drag in the breaststroke swimming technique</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/171434</link>
      <description>Title: Energetics, kinematics and active drag in the breaststroke swimming technique
Abstract: Swimming performance depends largely on energetic demands, which are shaped by swimmers' biomechanical and motor strategies. Breaststroke presents unique biomechanical and physiological characteristics. While breathing patterns have been studied in the butterfly technique and front crawl, their effects in breaststroke remain underexplored, despite the flexibility allowed by World Aquatics rules. The primary objective of this doctoral thesis was to compare and characterize two distinct breathing patterns, breathing every cycle and breathing every two cycles, in the breaststroke technique. Specifically, the research aimed to: (1) analyze and compare these breathing patterns through kinematic parameters of key reference points (hand, foot, head, and center of mass) across different movement planes, and (2) evaluate their effects on energy cost, efficiency, and active drag. Fifteen swimmers underwent a six-week intervention to learn the new breathing pattern. Subsequently, they performed a 5 × 200 m step test (with 0.05 m·s⁻¹ increments and 30 seconds rest) under both breathing conditions, two 25 m all-out trials using the velocity perturbation method in each breathing pattern, and three maximal 25 m efforts in each breathing pattern. The results showed that: (i) breathing every two cycles in breaststroke was associated with higher values of key bioenergetic variables, including peak blood lactate concentration, peak oxygen uptake, total metabolic power output, and energy cost, particularly at moderate to high intensities; (ii) inter-individual variability was observed in swimmers' hydrodynamic and energetic responses to different breathing patterns in breaststroke; (iii) differences in kinematics (amplitudes, angles, velocities, fractal dimension, and intracycle variation of velocity) among the breathing patterns were minimal, with no clear superiority of one breathing pattern over the other; (iv) not breathing was associated with reduced vertical and horizontal head movement amplitudes; (v) this pattern also corresponded with the highest vertical foot velocity and greatest center of mass velocity in the swimming direction, suggesting potential biomechanical advantages; (vi) breathing every cycle enhanced hand efficiency and hand stabilization measures; (vii) breathing every two cycles improved feet stabilization and displacement; (viii) greater motor path stabilization was associated with lower energy cost; (ix) foot and total stabilization indices strongly related to foot displacement; and (x) breathing every cycle showed greater medio-lateral hand amplitude and lower minimum center of mass horizontal velocity. In conclusion, while some swimmers benefited from reduced breathing frequency, overall breaststroke technique was not systematically modified by the breathing pattern.
Description: O desempenho na natação depende em grande parte das exigências energéticas, que são moldadas pelas estratégias biomecânicas e padrões motores dos nadadores. O nado de bruços apresenta características biomecânicas e fisiológicas únicas. Embora os padrões respiratórios tenham sido estudados na borboleta e no crol, os seus efeitos em bruços permanecem pouco explorados, apesar da flexibilidade permitida pelas regras da World Aquatics. O principal objetivo desta tese foi comparar e caracterizar dois padrões respiratórios em bruços: respirar a cada ciclo e a cada dois ciclos. Especificamente, pretendeu-se: (1) analisar e comparar esses padrões por meio de parâmetros cinemáticos de pontos-chave (mão, pé, cabeça e centro de massa) em vários planos de movimento e (2) avaliar seus efeitos no custo energético, eficiência e arrasto ativo. Quinze nadadores realizaram uma intervenção de seis semanas para aprender o novo padrão respiratório. Posteriormente, executaram um teste progressivo de 5 × 200 m (incrementos de 0,05 m·s⁻¹ e 30 segundos de descanso), duas repetições máximas de 25 m com o método de perturbação da velocidade e três sprints máximos de 25 m, todos realizados em ambos os padrões respiratórios. Os resultados mostraram que: (i) respirar a cada dois ciclos em bruços esteve associado a valores mais elevados de variáveis bioenergéticas, como pico de lactato, consumo máximo de oxigénio, potência metabólica total e custo energético, especialmente em intensidades moderadas a elevadas; (ii) houve variabilidade individual nas respostas hidrodinâmicas e energéticas aos padrões respiratórios; (iii) as diferenças cinemáticas entre os padrões foram mínimas, sem superioridade clara; (iv) não respirar levou a menores amplitudes verticais e horizontais; (v) este padrão apresentou maior velocidade vertical máxima dos pés e do centro de massa, sugerindo vantagens biomecânicas; (vi) respirar a cada ciclo melhorou a eficiência e estabilização das mãos; (vii) respirar a cada dois ciclos favoreceu a estabilização e deslocamento dos pés; (viii) maior estabilização do percurso motor associou-se a menor custo energético; (ix) os índices de estabilização dos pés correlacionaram-se fortemente com o seu deslocamento; e (x) respirar a cada ciclo teve maior amplitude médio-lateral das mãos e menor velocidade horizontal mínima do centro de massa. Em conclusão, embora alguns nadadores tenham beneficiado da redução da frequência respiratória, a técnica de bruços não foi sistematicamente modificada pelo padrão respiratório.
PALAVRAS-CHAVE: PADRÕES RESPIRATÓRIOS; EFICIÊNCIA NA NATAÇÃO; HIDRODINÂMICA; DESEMPENHO; CUSTO ENERGÉTICO; BIOMECÂNICA</description>
      <pubDate>Wed, 03 Dec 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/171434</guid>
      <dc:date>2025-12-03T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Biomechanical insights into the interaction between acrobatic gymnasts performing partner-assisted flight</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/167357</link>
      <description>Title: Biomechanical insights into the interaction between acrobatic gymnasts performing partner-assisted flight
Abstract: This thesis investigates how the interaction between individual capacities, interpersonal coordination, and experience level influences performance in dynamic skills in Acrobatic Gymnastics. Twenty-one acrobatic gymnasts (12 bases and 9 tops), competing at national and international levels, participated in a laboratory-based data collection. Gymnasts performed individual assessments: bases executed medicine ball throws, and tops performed countermovement jumps. An inertial measurement unit was placed on each gymnast's sacrum. Then, they performed three pair tasks: vertical throws, back tucked somersaults and back straight somersaults. Data was collected using a motion capture system and processed with Theia Markerless software. The pairs were divided according to their training experience. Results from the vertical throw task showed that top gymnasts exhibited minimal independent motion, largely driven by the base's actions, and that experience level influences: i) the time delay between gymnasts' motion, ii) spatial-temporal variables, iii) mechanical efficiency and iv) interpersonal coordination. The rotational tasks exhibited a very high correlation coefficient (0.98), with no detectable time delays. Granger causality analysis did not provide conclusive evidence of directional influence. Kinematic data from an inertial measurement unit was significantly underestimated compared to the optical motion capture system. In conclusion, the pair's experience influences the interaction between gymnasts, particularly in the time delay between their movements, individual capacities, and interpersonal coordination during the vertical throw task. During rotational tasks, findings suggest that while gymnasts move in a highly coordinated manner, such synchronization likely results from learned motor patterns rather than active adaptation to their partner's motion. Furthermore, the differences between methods underscore the need to interpret inertial measurement unit data cautiously and encourage collaboration between gymnastics clubs and biomechanics laboratories. These findings can assist coaches in optimizing performance and enhance training strategies in acrobatic gymnastics.
Description: Esta tese investiga a influência da interação entre capacidades individuais, coordenação interpessoal e experiência na performance de elementos dinâmicos na Ginástica Acrobática. Vinte e um ginastas (12 bases e 9 volantes), que competem a nível nacional e internacional, participaram numa recolha de dados em laboratório. Inicialmente, realizaram avaliações individuais: os bases efetuaram lançamentos de uma bola medicinal e os volantes realizaram saltos com contramovimento. De seguida, foi colocado um sistema de medição inercial no sacro de cada ginasta. Realizaram três tarefas a pares: lançamentos verticais, mortais engrupados e mortais empranchados à retaguarda. Os dados foram recolhidos por um sistema de captura de movimento e processados com o software Theia Markerless. Para análise, os pares foram divididos de acordo com a experiência de treino. Os resultados do lançamento vertical mostraram um movimento independente mínimo dos volantes, sendo amplamente conduzidos pelas ações dos bases. Verificou-se ainda que a experiência influencia: i) o desfasamento temporal, ii) as variáveis espaço-temporais, iii) a eficiência mecânica e iv) a coordenação interpessoal. Nas tarefas rotacionais, observou-se um coeficiente de correlação muito elevado (0.98), sem atrasos temporais detetáveis. A análise de causalidade não forneceu evidências conclusivas de influência direcional. Os dados cinemáticos obtidos pelo sistema de medição inercial foram significativamente subestimados em comparação com o sistema ótico de captura de movimento. Em conclusão, a experiência dos pares influencia a sua interação, particularmente o desfasamento temporal, as capacidades individuais e a coordenação interpessoal durante o lançamento vertical. Nas tarefas rotacionais, os resultados sugerem que a elevada sincronização entre ginastas resulta, provavelmente, de padrões motores aprendidos em vez de uma adaptação ativa ao movimento do parceiro. As diferenças entre os métodos ressaltam a necessidade de interpretar os dados de sistemas de medição inercial com cautela e incentivam a colaboração entre clubes de ginástica e laboratórios de biomecânica. Estes resultados podem ajudar os treinadores a otimizar o desempenho e a melhorar as estratégias de treino na ginástica acrobática.
Palavras-chave: acrobática, ginasta, biomecânica, coordenação, fase de voo.</description>
      <pubDate>Fri, 04 Jul 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/167357</guid>
      <dc:date>2025-07-04T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Postural Tone: From Assessment Limitations to Neurobiomechanical Solutions in Neurological Conditions</title>
      <link>https://hdl.handle.net/10216/169769</link>
      <description>Title: Postural Tone: From Assessment Limitations to Neurobiomechanical Solutions in Neurological Conditions
Abstract: Introduction: Muscle tone is a complex and dynamic condition arising from the hierarchical and reciprocal connectivity of anatomical and neurological systems. In stroke rehabilitation, in which dysfunctions in tone modulation critically impact motor recovery and functional outcomes, there is a growing need for its comprehensive neurobiomechanical characterisation. Main Objectives: To deepen the understanding of muscle and postural tone by complementing traditional assessments, with methods aligned with the neurobiomechanical approach to characterise its complexity, variability and task-specific adaptations, particularly in post-stroke individuals. Methods: One scoping review was conducted according to PRISMA-ScR guidelines to investigate the conceptual and methodological ambiguities in defining and assessing muscle tone (Study I), summarising the assessment tools to measure muscle tone in adults with central nervous system disorders within the context of rehabilitation. Two cross-sectional studies were conducted in both healthy (n=30) and stroke (n=30) participants, to: 1) characterise the functional implications of muscle and postural tone during dynamic tasks such as sit-to-stand, analysing antagonist coactivation using bilateral surface electromyography of thigh and ankle muscles (Study II); and 2) explore methodologies to assess and characterise the complexity and variability of muscle tone, using surface electromyography, an isokinetic dynamometer, and a force plate to analyse respectively antagonist coactivation, intrinsic and functional stiffness, and centre of pressure displacement, with both linear and non-linear metrics, in different daily tasks -standing, stand-to-sit and gait initiation- (Study III). Results: Study I demonstrated that current clinical tools are predominantly subjective, lack sensitivity to the neural and non-neural components of tone, and often fail to reflect the physiological complexity of motor impairment. The Modified Ashworth Scale was highlighted, in 8 studies included. Functional consequences, especially in tasks requiring anticipatory or transitional postural control revealed increased values of antagonist coactivation in post-stroke subjects. The forward sub-phase in contralesional lower limb showed higher antagonist coactivation compared to the ipsilesional, while in the antigravity sub-phase, ipsilesional antagonist coactivation was higher than in the contralesional (Study II). These findings reinforce the importance of analysing postural tone not as a static property, but as an emergent feature of neuromechanical behaviour in context-specific motor tasks. Study III, by incorporating additional outcome domains, using a multi-level analysis enabled to establish connections between stiffness, muscle coactivation, and postural stability. Post-stroke participants showed higher contralesional intrinsic and functional stiffness, reduced coactivation in static tasks, and increased coactivation in dynamic tasks. Centre of pressure and coactivation analyses revealed impaired stability and random control. Conclusions: Integrating neurobiomechanical methods with traditional assessments provides a more comprehensive understanding of muscle and postural tone. The inclusion of both linear and non-linear metrics offered deeper insight into tone dysfunctions, underscoring the importance multidimensional approaches in capturing its reduced complexity, variability, and maladaptive task-specific adaptations, particularly in post-stroke rehabilitation.
Description: Introdução: O tónus muscular é uma característica funcional complexa e dinâmica, resultante da inter-relação hierárquica e recíproca entre os sistemas anatómico e neurológico. Na reabilitação do AVC, onde as disfunções na modulação do tónus comprometem criticamente a recuperação motora e os resultados funcionais, torna-se crescente a necessidade da sua caracterização neurobiomecânica. Objetivos Principais: Aprofundar a compreensão do tónus muscular e postural, complementando avaliações tradicionais com métodos alinhados com a abordagem neurobiomecânica para caraterizar a sua complexidade, variabilidade e adaptações específicas à tarefa, particularmente em indivíduos após AVC. Métodos: Foi realizada uma revisão scoping para investigar as ambiguidades conceptuais e metodológicas na definição e avaliação do tónus muscular (Estudo I), resumindo as ferramentas de avaliação para medir o tónus muscular em adultos com doenças do sistema nervoso central no contexto da reabilitação, de acordo com as diretrizes PRISMA-ScR; e dois estudos transversais em participantes saudáveis (n=30) e com AVC (n=30), para: 1) caraterizar as implicações funcionais do tónus muscular e postural durante tarefas dinâmicas como o "sentado para de pé", analisando a coativação antagonista através da eletromiografia de superfície bilateral dos músculos da coxa e do tornozelo (Estudo II); e 2) explorar metodologias que permitam avaliar e caraterizar a complexidade e a variabilidade do tónus muscular, utilizando a eletromiografia de superfície, um dinamómetro isocinético e uma plataforma de forças para analisar, respetivamente, a coativação antagonista, a rigidez intrínseca e funcional e o deslocamento do centro de pressão, com medidas lineares e não lineares, em diferentes tarefas diárias - de pé, de pé para sentado e o início da marcha - (Estudo III). Resultados: O Estudo I demonstrou que os instrumentos clínicos atuais são predominantemente subjetivos, não são sensíveis aos componentes neurais e não neurais do tónus e, frequentemente, não refletem a complexidade fisiológica da disfunção motora. A Escala de Ashworth Modificada foi destacada, em 8 estudos incluídos. As consequências funcionais, especialmente em tarefas que requerem controlo postural antecipatório ou transitório, revelaram valores aumentados de coativação antagonista em sujeitos após AVC. A subfase de transferência anterior no membro inferior contralesional apresentou maior coativação antagonista, enquanto na subfase antigravítica, a coativação antagonista ipsilesional foi superior (Estudo II). Estes resultados reforçam a importância de analisar o tónus postural não como uma propriedade estática, mas como uma caraterística emergente do comportamento neuromecânico em tarefas motoras específicas do contexto. O Estudo III, ao incorporar domínios de resultados adicionais, utilizando uma análise multinível, permitiu estabelecer ligações entre a rigidez, a coativação muscular e a estabilidade postural. Os participantes após AVC apresentaram uma rigidez intrínseca e funcional contralesional mais elevada, uma coativação reduzida em tarefas estáticas e aumentada em dinâmicas. A análise do centro de pressão e da coativação revelaram uma diminuição da estabilidade. Conclusões: A integração de métodos neurobiomecânicos com avaliações tradicionais permite uma compreensão mais abrangente do tónus muscular e postural. A inclusão de medidas lineares e não lineares ofereceu uma visão mais profunda das disfunções do tónus, sublinhando a importância de abordagens multidimensionais para captar a sua reduzida complexidade, variabilidade e adaptações específicas de tarefas mal-adaptativas, particularmente na reabilitação após AVC.
PALAVRAS-CHAVE: TÓNUS MUSCULAR; ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL; RIGIDEZ; COATIVAÇÃO; AVALIAÇÃO</description>
      <pubDate>Wed, 15 Oct 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">https://hdl.handle.net/10216/169769</guid>
      <dc:date>2025-10-15T00:00:00Z</dc:date>
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